A reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Pedágios na Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira, foi de reorganização. Após o adiamento do leilão do bloco 2, anunciada na terça-feira pelo governador Eduardo Leite (PSD), os deputados definiram novo cronograma e também a necessidade de novas ações. Isso deve-se porque o Executivo apresentará um novo texto. Logo, não faria mais sentido manter determinadas discussões, que após o novo texto poderiam ser invalidadas.
Relator da CPI, Miguel Rossetto (PT) destacou a necessidade de realizar novas oitivas e até a reconvocação de depoentes, como o caso do secretário estadual de Reconstrução, Pedro Capeluppi. Alguns parlamentares indicaram inclusive a necessidade de realização de audiências públicas após o novo texto ser apresentado. “É pertinente a presença para atualizar as informações (do novo texto)”, afirmou.
Uma das definições foi em relação ao cronograma de oitivas. Em função da realização da Expodireto, em Não Me Toque, não haverá sessão na próxima segunda-feira. Na quarta-feira, deverá ser ouvido Ricardo Peres, Diretor Presidente da CSG, que é responsável pela gestão do bloco 3, já concedido.
- Relator da CPI dos Pedágios celebra adiamento do leilão do Bloco 2
- Depoimento de Leite na CPI dos Pedágios ainda não tem data
- Capeluppi rebate críticas e defende modelo de concessões de rodovias na CPI
- EGR não foi procurada pelo governo do RS para modelagem do bloco 1, 2 e 3
Além disso, no dia 16 de março, segunda-feira da outra semana, deverá ser ouvido o secretário estadual de Transporte e Infraestrutura, Juvir Costella, que foi convocado para comparecer à CPI.
Ida de Leite segue sem previsão
À colunista Taline Oppitz, o presidente da CPI dos Pedágios, Paparico Bacchi (PL), afirmou que com o recuo temporário do Executivo sobre o bloco 2 de concessões e ainda sem o lançamento da proposta do bloco 1, por ora, não há necessidade de comparecimento do governador na comissão.