Política

CPI vai quebrar sigilos bancário, fiscal e telefônico de Demóstenes Torres

Medida se estenderá a 19 empresas citadas em investigações sobre atividades de Cachoeira

CPI mista do Cachoeira aprovou na tarde desta quarta-feira a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do senador Demóstenes Torres
CPI mista do Cachoeira aprovou na tarde desta quarta-feira a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do senador Demóstenes Torres Foto : Pedro Ladeira / AFP / CP
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista do Cachoeira aprovou na tarde desta quarta-feira a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do senador Demóstenes Torres (sem partido). A CPI também vai quebrar os sigilos de Cláudio Kratka, que operaria uma espécie de instituição financeira no Distrito Federal, e de mais 19 empresas citadas nas investigações. Os parlamentares ainda decidiram pedir ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) do Banco Central informações sobre movimentações financeiras atípicas de Demóstenes e de Carlinhos Cachoeira.

Em depoimento ao Conselho de Ética do Senado, nessa terça-feira, Demóstenes negou ter recebido qualquer tipo de vantagem proveniente de jogos ilegais. Durante o depoimento de cinco horas, ele admitiu, porém, que Cachoeira pagava sua conta de celular.

Já a análise da quebra dos sigilos do governador de Goiás, Marconi Perillo, e dos deputados Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), Stepan Nercessian (PPS-RJ) e Sandes Júnior (PP-GO) foi adiada. Segundo o relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG), há indícios para que se peça a quebra de sigilo de Perillo em virtude de 253 citações ao governador nas escutas telefônicas e porque os cheques da compra de uma casa foram depositados em sua conta.

O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), porém, disse que não é hora para quebra de sigilo dos governadores citados porque é preciso avançar nas investigações. A oposição queria incluir também a quebra de sigilo do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, que não chegou a ser discutida. Para a senadora Kátia Abreu (PSD-TO), não se pode escolher entre os governadores na hora da quebra de sigilo, é preciso ter um tratamento igual para todos.

Bookmark and Share