A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem terminou de ser aprovada nesta quarta-feira na Câmara dos Deputados. O texto, que agora segue para análise do Senado, exige, entre outros pontos, que o Congresso Nacional dê aval para a prisão e a abertura de ações penais contra deputados e senadores. Mobilizada pela oposição, a matéria é alvo de controvérsias.
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No placar da votação em primeiro turno, a bancada gaúcha quase se dividiu. Ao longo desta quarta-feira, poucos deputados gaúchos se pronunciaram nas redes sociais.
O deputado Afonso Motta (PDT/RS) se colocou contra o projeto. Nas suas redes, o parlamentar afirmou que a medida “aprofunda privilégios, quebra a transparência e distancia ainda mais o Parlamento da sociedade”.
Alexandre Lindenmeyer (PT/RS) argumentou se posicionou de forma semelhante: “o Brasil precisa de mais transparência e justiça, não de privilégios e impunidade”.
Já Bibo Nunes (PL/RS), por outro lado, fez uma publicação comemorando a aprovação da matéria. De acordo com ele, trata-se de um texto de “proteção contra STF politizado”. Maurício Marcon (Podemos/RS) também vibrou com o resultado: “Xandão perdeu, Democracia ganhou”.
Entretanto, as manifestações críticas prevaleceram. Deputado pelo PT/RS, Bohn Gass defende que “deputado não é mais cidadão que ninguém”. Daiana Santos foi na mesma linha do colega: “não vai ter voto secreto para blindar parlamentar corrupto”.
Pelo PSDB/RS, Daniel Trzeciak admitiu que há excessos no Supremo Tribunal Federal, porém acredita que as falhas não justificam o projeto aprovado. Fernanda Melchionna (PSol/RS), por sua vez, apelidou o texto de “PEC da Bandidagem” e chamou a matéria de inconstitucional. Lucas Redecker (PSDB/RS) se manifestou em direção similar ao afirmar que a proposta é “um retrocesso para o país”.