O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta segunda-feira (15) que "se expressou mal" ao reconhecer a existência de um "planejamento de golpe" no Brasil. A declaração, feita em um festival no sábado (13), gerou atrito com apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em entrevista à BandNews TV, Valdemar esclareceu que deveria ter usado o termo "movimento", e não "planejamento".
Segundo ele, a intenção era se referir a um "movimento desse pessoal, de muita gente que queria que a gente tomasse uma providência contra o Lula". Ele atribuiu a escolha de palavras errada ao fato de estar "muito à vontade" no evento.
Críticas e repercussão negativa
As declarações de Valdemar geraram fortes críticas de figuras bolsonaristas. O ex-ministro Ricardo Salles questionou a liderança de Valdemar. Já Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação, aconselhou o dirigente a "não tentar corrigir pela enésima vez" e a evitar falar sem preparo.
A deputada Caroline de Toni (PL-SC) também rebateu, de forma indireta, a fala de Valdemar, afirmando que "não houve golpe em 8 de Janeiro" e que a narrativa foi criada para "perseguir Bolsonaro e criminalizar a direita".
Reafirmação de lealdade
Apesar da controvérsia, Valdemar Costa Neto reafirmou sua lealdade a Jair Bolsonaro. "Enquanto eu estiver vivo, eu vou ser fiel ao Bolsonaro", disse ele. O presidente do PL também declarou que a decisão sobre o nome da chapa para a eleição de 2026 será de Bolsonaro, mesmo em meio a articulações com outros partidos da direita.