Política

Valdemar Costa Neto reconhece “planejamento de golpe” no Brasil, mas nega crime

Costa Neto desqualificou os eventos de 8 de janeiro de 2023, classificando-os como "apenas bagunça"

Valdemar Costa Neto reconheceu neste fim de semana que houve um "planejamento de golpe" no Brasil
Valdemar Costa Neto reconheceu neste fim de semana que houve um "planejamento de golpe" no Brasil Foto : Valter Campanato / Agência Brasil / CP

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, reconheceu neste fim de semana que houve um "planejamento de golpe" no Brasil, mas negou que isso constitua um crime. Para o dirigente do partido, um ato criminoso só se concretiza com a execução. As declarações foram dadas durante um painel no Rocas Festival, em Itu (SP), evento voltado ao setor de cavalos.

Costa Neto desqualificou os eventos de 8 de janeiro de 2023, classificando-os como "apenas bagunça". Ele criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) por rotular o episódio de "golpe", descrevendo-o como a ação de "um bando de desordeiros quebrando coisas". O líder do PL reforçou a defesa pela anistia para os envolvidos nos atos.

Projeções políticas e a candidatura de 2026

Além de abordar a questão do "planejamento de golpe", Valdemar Costa Neto fez projeções para as eleições de 2026. Ele prevê que a direita pode conquistar pelo menos 45 cadeiras no Senado. Costa Neto também expressou sua crença de que a união de nomes como Jair Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Tarcísio de Freitas e Ratinho Júnior pode levar a direita a vencer a disputa presidencial.

No entanto, o presidente do PL avaliou que apenas Bolsonaro, o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas, ou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro teriam chances reais de derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele concluiu que caberá a Bolsonaro a decisão final sobre quem será o candidato à Presidência e o vice-presidente da chapa.

Veja Também