O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, reconheceu neste fim de semana que houve um "planejamento de golpe" no Brasil, mas negou que isso constitua um crime. Para o dirigente do partido, um ato criminoso só se concretiza com a execução. As declarações foram dadas durante um painel no Rocas Festival, em Itu (SP), evento voltado ao setor de cavalos.
Costa Neto desqualificou os eventos de 8 de janeiro de 2023, classificando-os como "apenas bagunça". Ele criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) por rotular o episódio de "golpe", descrevendo-o como a ação de "um bando de desordeiros quebrando coisas". O líder do PL reforçou a defesa pela anistia para os envolvidos nos atos.
Projeções políticas e a candidatura de 2026
Além de abordar a questão do "planejamento de golpe", Valdemar Costa Neto fez projeções para as eleições de 2026. Ele prevê que a direita pode conquistar pelo menos 45 cadeiras no Senado. Costa Neto também expressou sua crença de que a união de nomes como Jair Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Tarcísio de Freitas e Ratinho Júnior pode levar a direita a vencer a disputa presidencial.
No entanto, o presidente do PL avaliou que apenas Bolsonaro, o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas, ou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro teriam chances reais de derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele concluiu que caberá a Bolsonaro a decisão final sobre quem será o candidato à Presidência e o vice-presidente da chapa.