Política

Cunha entrega no Senado o processo de impeachment de Dilma

Renan Calheiros deve determinar em até 48 horas a instalação da comissão que vai dar novo parecer sobre o impedimento

Renan Calheiros deve determinar em até 48 horas a instalação da comissão que vai dar novo parecer sobre o impedimento
Renan Calheiros deve determinar em até 48 horas a instalação da comissão que vai dar novo parecer sobre o impedimento Foto : Moreira Mariz / Agência Senado / CP
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), entregou na tarde desta segunda ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), os 34 volumes do processo de admissibilidade de impeachment da presidente Dilma Rousseff, aprovado na noite desse domingo, pelos deputados. Cunha fará a entrega do documento, aprovado por 367 votos favoráveis. O presidente da Câmara não passou pela entrada onde os jornalistas estão concentrados. Os senadores Romero Jucá (PMDB-RR), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Ana Amélia Lemos (PP-RS) também devem participar do encontro.

Em entrevista coletiva após a entrega oficial, Cunha ressaltou a necessidade de rapidez na tramitação da matéria, em virtude da atual paralisia do País. Ao mesmo tempo, reconheceu que cabe aos senadores a condução do processo, inclusive quanto à duração.

O presidente do Senado anunciou que vai fazer a leitura oficial da admissibilidade do impeachment nesta terça na Ordem do Dia do Senado, logo após uma reunião de líderes prevista para as 11h.

Ainda hoje, Renan tem encontros marcados com a presidente Dilma Rousseff e com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski. Segundo ele, o pedido de impeachment será tratado no Senado “com isenção, neutralidade e sem procrastinação”.

Rito

A partir de agora, cabe a Renan Calheiros ler a comunicação no plenário do Senado e determinar a instalação, em até 48 horas, da comissão especial que vai dar novo parecer sobre a admissibilidade do processo. A comissão terá prazo de 10 dias para concluir o trabalho e levar o relatório ao plenário da Casa. A leitura da comunicação está prevista para esta terça-feira. 

Se a admissibilidade do impeachment for aprovada também pelos senadores, como foi pelos deputados, a presidente será afastada por até 180 dias, enquanto o Senado analisa o processo em si, e define se Dilma terá o mandato cassado.