Política

Decisão da Câmara mantém Eduardo elegível, mas condenação no STF tira Ramagem da disputa

Os suplentes Missionário José Olímpio (PL) e Dr. Flávio (PL) assumem os lugares dos parlamentares na Casa Legislativa

Ramagem e Eduardo perderam seus mandatos na Câmara dos Deputados nesta quinta-feira, 18
Ramagem e Eduardo perderam seus mandatos na Câmara dos Deputados nesta quinta-feira, 18 Foto : Montagem / CP

A decisão da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados de cassar os mandatos de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ), formalizada por atos administrativos assinados pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e pelos demais integrantes da direção, produziu consequências políticas e jurídicas distintas para os dois parlamentares.

No caso do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a perda do mandato ocorreu por faltas ao plenário e, por isso, não gera inelegibilidade. Com isso, Eduardo preserva, ao menos do ponto de vista legal, a possibilidade de disputar uma vaga nas eleições gerais de 2026.

A situação de Ramagem é mais grave. O ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no governo Bolsonaro teve o mandato cassado em razão de condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participação na tentativa de golpe de Estado.

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A decisão o torna inelegível e o afasta do cenário eleitoral. Embora, em tese, Eduardo Bolsonaro ainda possa concorrer, o deputado enfrenta um processo no STF.

Ele é réu sob a acusação de articular, a partir dos Estados Unidos - para onde se mudou em março deste ano -, sanções contra autoridades brasileiras. Ramagem foi condenado pelo STF, no núcleo central da trama golpista, a 16 anos e um mês de reclusão. Proibido de deixar o País, ele descumpriu a determinação judicial e deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos. Pela legislação eleitoral, a condenação impõe oito anos de inelegibilidade, contados a partir da decisão judicial.

Com a cassação, assume a vaga de Eduardo Bolsonaro o suplente Missionário José Olímpio (PL-SP). Já no lugar de Ramagem, quem passa a ocupar a cadeira é o suplente Dr. Flávio (PL-RJ), atual secretário do governo do Rio de Janeiro.