O principal foco da defesa de Palmieri foi de que ele foi denunciado para tirar credibilidade das denúncias feitas pelo ex-deputado Roberto Jefferson. "Era preciso desmoralizar Palmieri, cortando assim as pernas de sustentação de Roberto Jefferson". Segundo a defesa, saques que teriam sido feitos por duas pessoas a mando de Palmieri, na realidade foram feitos por ordem de Martinez. Em relação a uma terceira pessoa que teria repassado recursos ao então dirigente do PTB, a defesa afirma que os recursos foram sacados após um pedido de Roberto Jefferson ao então presidente da regional mineira do partido, o ex-deputado Romeu Queiroz. Segundo Messias, o dinheiro só foi atribuído a Palmieri para salvar o mandato de Queiroz.
Dirigindo-se a Gurgel, o advogado criticou a condução do trabalho pelo Ministério Público destacando que nada teria sido produzido após a CPI dos Correios. "Vossa Excelência calou o denunciante", afirmou. Concluiu com a curiosa comparação com o apresentador. "Vossa Excelência lembra até um jeito do Jô Soares, um jeito agradável de ser e, ao analisar os fatos, verá que não há provas para condenar Emerson Palmieri".
O mensalão
O mensalão foi o maior escândalo político do governo Lula. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF), trata-se de um esquema montado no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para comprar apoio de parlamentares e saldar dívidas de campanha com dinheiro não contabilizado, o chamado caixa 2. A acusação entende que pelo menos quatro partidos – PT, PP, PL (hoje PR) e PTB – foram beneficiados com o esquema, além da contrapartida para empresários e funcionários de instituições financeiras.
Trinta e oito nomes são réus do processo do mensalão. Os ministros do STF se esforçam para que o caso seja julgado por todos, uma vez que em setembro o ministro Cezar Peluso completa 70 anos e se aposenta da magistratura.
Com informações da Agência Brasil