Política

Defesa de Lula diz que sentença foi baseada em argumentações e não em provas

Cristiano Zanin disse que ex-presidente será absolvido da condenação

Lula foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro pelo juiz Sérgio Moro
Lula foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro pelo juiz Sérgio Moro Foto : Miguel Schincariol / AFP / CP
O advogado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Cristiano Zanin, criticou a condenação feita pelo juiz federal Sérgio Moro na última quarta-feira contra o petista. De acordo com Zanin, o Ministério Público está se baseando apenas em argumentações e não em provas concretas nas acusações feitas contra Lula. "Para ser crime teria que haver provas destas reformas (no triplex) que estão vinculadas a alguma vantagem indevida referente a atos do ex-presidente Lula praticadas no exercício do mandato. A prova não existe. Você não pode fazer suposições, você não pode pressupor o extraordinário, mas infelizmente é isto que temos vistos em diversas acusações feitas pelo Ministério Público", afirmou, em entrevista à Rádio Guaíba nesta sexta-feira.

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Segundo ele, uma acusação tem que estar efetivamente relacionada a um conjunto probatório mínimo para que se possa mostrar a prática do crime. "Existe até uma teoria lançada por um procurador da República, inclusive citada nas delegações finais ali do processo do triplex, que diz que não precisa provar, basta argumentar. Eu discordo totalmente disso. Eu penso que qualquer acusação, especialmente uma condenação, precisa estar devidamente comprovada e não lastreada em argumentos, especulações ou suposições", explicou.

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A defesa acredita na absolvição do ex-presidente e usará todas ferramentas jurídicas para reverter esta sentença. "Tenho certeza que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região vão analisar nosso recurso de acordo com a técnica jurídica necessária e poderão constatar que a acusação não fez a prova que lhe cabia e a defesa fez a prova da inocência. Com base nisso, o resultado será de absolvição do presidente Lula", encerrou.