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Segundo o advogado, Genoino não cuidou da finanças do partido, delegando essa tarefa para o então tesoureiro do PT Delúbio Soares. O defensor lembrou que as finanças do partido estavam "em frangalhos" depois da campanha de 2002. Por essa razão, o defensor do ex-presidente do PT disse que o diretório nacional optou por fazer empréstimos para arrumar as finanças. "São dois contratos dos quais o Genoino foi avalista, contratos esses que foram firmados com o conhecimento de toda a direção do PT", afirmou, ao ressaltar que se os contratos fossem ilegais, o Ministério Público teria oferecido denúncia por falsidade ideológica. Pacheco disse que os contratos firmados pelo PT serviram para saldar as dívidas de 2002 e socorrer os diretórios estaduais. Segundo ele, o publicitário Marcos Valério "nunca" tratou desses empréstimos com Genoino. Ao longo da sustentação oral, o advogado citou vários depoimentos para confirmar a defesa de que o ex-presidente do PT passou ao largo da administração financeira do partido durante o início do governo Lula.
Luiz Fernando Pacheco falou depois de José Luis Oliveira Lima, advogado de José Dirceu, que pediu a absolvição do cliente por falta de provas. Nesta segunda-feira, um total de cinco defensores falarão no STF e terão até uma hora para defender seus clientes. Na sequência, quem fala é Arnaldo Malheiros Filho, defensor de Delúbio Soares. Marcelo Leonardo fará a defesa de Marcos Valério e Hermes Guerrero é o advogado de Ramon Hollerbach. Dirceu, Genoino e Delúbio respondem aos crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha. O empresário Marcos Valério e o sócio dele respondem por corrupção ativa, formação de quadrilha, peculato, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.
O mensalão
O mensalão foi o maior escândalo político do governo Lula. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF), trata-se de um esquema montado no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para comprar apoio de parlamentares e saldar dívidas de campanha com dinheiro não contabilizado, o chamado caixa 2. A acusação entende que pelo menos quatro partidos – PT, PP, PL (hoje PR) e PTB – foram beneficiados com o esquema, além da contrapartida para empresários e funcionários de instituições financeiras.
Trinta e oito nomes são réus no processo. Os ministros do STF se esforçam para que o caso seja julgado por todos, uma vez que em setembro o ministro Cezar Peluso completa 70 anos e se aposenta da magistratura.
Com informações da Agência Estado e Agência Brasil