Os inquéritos fazem parte da investigação iniciada no ano passado, na 3ª Delegacia de Polícia de São Leopoldo, que posteriormente passou para a Polícia Fazendária, ligada ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). O estopim do caso ocorreu quando dois denunciantes, Marco Pinheiro e Carlos Arpini, entregaram um dossiê à Polícia Civil, com documentos que atestariam supostas irregularidades administrativas. Oito auditores do Tribunal de Contas do Estado (TCE) trabalham junto com a Polícia Civil para confrontar os dados das denúncias com a prestação de contas do município.
A investigação corre em segredo de Justiça, determinado em março deste ano. Até o momento, soma, pelo menos, 23 inquéritos. Mais de 100 pessoas já foram ouvidas desde o início das investigações.
Administração municipal diz que punirá envolvidos
Através de nota, a prefeitura de São Leopoldo afirmou que “sempre esteve à disposição para colaborar com o Poder Judiciário, Ministério Público, Polícia e Tribunal de Contas acerca da gestão” e reforçou dizendo que tem interesse na apuração dos fatos. Assinado pelo secretário-geral de Governo, Ibanês Mariano, o comunicado informa também que a administração do munípio punirá os envolvidos, caso haja confirmação de envolvimento nas supostas irregularidades através da investigação da Polícia Civil. “Se constatado, pela averiguação da Polícia Civil que se instaura a partir dos documentos ora apreendidos, qualquer envolvimento de funcionário público em ato ilegal ou irregular, com certeza serão exemplarmente punidos”, diz a nota.