Política

Delegado encaminha à Justiça inquéritos sobre supostas irregularidades em São Leopoldo

Documentos citam nomes de três deputados e do prefeito Ary Vanazzi

O delegado responsável pelas investigações envolvendo supostas irregularidades na administração municipal de São Leopoldo, Joerberth Pinto Nunes, da Polícia Fazendária, remeteu no início da tarde desta quarta-feira, a cópia de dois inquéritos ao juiz José Antônio Prates Piccoli. Os documentos citariam o nome da deputada estadual Ana Affonso (PT), dos deputados  federais Ronaldo Zülke (PT) e Alexandre Roso (PSB), e do prefeito Ary  Vanazzi (PT). Caso o juiz confirme que há fatos envolvendo pessoas com foro privilegiado, ele deverá enviar os documentos ao Tribunal de Justiça e ao Supremo Tribunal Federal (STF), órgãos com competência para esse tipo de investigação.

Os inquéritos fazem parte da investigação iniciada no ano passado, na 3ª Delegacia de Polícia de São Leopoldo, que posteriormente passou para a Polícia Fazendária, ligada ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). O estopim do caso ocorreu quando dois denunciantes, Marco Pinheiro e Carlos Arpini, entregaram um dossiê à Polícia Civil, com documentos que atestariam supostas irregularidades administrativas. Oito auditores do Tribunal de Contas do Estado (TCE) trabalham junto com a Polícia Civil para confrontar os dados das denúncias com a prestação de contas do município.

A investigação corre em segredo de Justiça, determinado em março deste ano. Até o momento, soma, pelo menos, 23 inquéritos. Mais de 100 pessoas já foram ouvidas desde o início das investigações.

Administração municipal diz que punirá envolvidos

Através de nota, a prefeitura de São Leopoldo afirmou que “sempre esteve à disposição para colaborar com o Poder Judiciário, Ministério Público, Polícia e Tribunal de Contas acerca da gestão” e reforçou dizendo que tem interesse na apuração dos fatos. Assinado pelo secretário-geral de Governo, Ibanês Mariano, o comunicado informa também que a administração do munípio punirá os envolvidos, caso haja confirmação de envolvimento nas supostas irregularidades através da investigação da Polícia Civil. “Se constatado, pela averiguação da Polícia Civil que se instaura a partir dos documentos ora apreendidos, qualquer envolvimento de funcionário público em ato ilegal ou irregular, com certeza serão exemplarmente punidos”, diz a nota.

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