Política

Delegados teriam confirmado "lobby" de Demóstenes para Cachoeira, diz senador

Randolfe Rodrigues falou à imprensa após deixar reunião do Conselho de Ética

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) afirmou nesta terça-feira ter ficado claro nos depoimentos dos delegados federais que o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) valeu-se do mandato para intermediar interesses do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

O senador falou à imprensa após deixar reunião do Conselho de Ética convocada para ouvir Raul Alexandre Marques Souza e Matheus Mella Rodrigues, responsáveis pelas operações Vegas e Monte Carlo da Polícia Federal (PF), que investigaram o esquema de jogo ilegal em Goiás.

Exemplo desse tipo de procedimento do parlamentar, segundo Randolfe, pode ser comprovado em escutas da PF realizadas em 2009. No caso, o contraventor pede a Demóstenes que impeça o andamento de um projeto de lei, o PL 7.228/2002, do senador Maguito Vilela.

"Uma linha de investigação aqui é (verificar) se a atuação legislativa do senador era pautada pelos interesses da organização criminosa. Ficou patente aqui. Está claro pelo episódio do projeto de lei do senador Maguito", afirmou.

Segundo Randolfe, os depoimentos dos delegados foram técnicos, baseados exclusivamente no processo investigatório. "Todas as falas deles foram feitas olhando o processo, olhando os autos, olhando todo o procedimento investigatório", disse.

Ele também afirmou que durante a reunião a defesa tem se restringido a questionar o procedimento investigatório, não o mérito da questão. "Até a defesa, quando vai arguir, é toda na linha da forma, nunca no mérito do que está sendo investigado", falou.

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