Política

Demóstenes pede arquivamento de processo por quebra de decoro

Conforme defesa, representação contra senador não tem provas legais

Conforme defesa, representação contra senador não tem provas legais
Conforme defesa, representação contra senador não tem provas legais Foto : Fabio Rodrigues Pozzebom /ABr / CP
O advogado do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), Antonio Carlos de Almeida Castro, pediu nesta quarta-feira o arquivamento do processo por quebra de decoro contra o parlamentar no Conselho de Ética. Na defesa prévia de 61 páginas entregue pessoalmente ao conselho, Kakay, como é conhecido, sustenta que o processo do PSOL é baseado em recortes de reportagens jornalísticas, o que não valeria como prova para instruir representações por quebra de decoro.

Demóstenes é investigado por suposta sociedade com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. "Ora, é inconcebível que matérias jornalísticas inconsequentes, descompromissadas com a verdade e com a respeitabilidade do Senado Federal e de seus membros, possa dar azo a uma desconfiança, um olhar enviesado contra um parlamentar, sobretudo quando a investigação em si vira um outro factoide a ser explorado pejorativamente por essa mesma imprensa", afirmou na defesa.

O advogado ataca o uso das escutas telefônicas que serviram de base para o pedido do PSOL. "Toda essa mídia produzida é inválida, é inconstitucional." O defensor de Demóstenes faz no documento uma grave acusação às escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal, quando o senador foi flagrado em conversas com Cachoeira. Kakay disse que houve "manipulação" das conversas. "Peritos analisaram parte das gravações para mostrar que há erros graves. Há manipulação nessas conversas".

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