Segundo o defensor, o parlamentar participou de reuniões com petistas como o ex-presidente da sigla José Genoíno apenas para negociações políticas. “Negociações exclusivamente políticas, jamais financeiras, Henry nunca participou de negociações financeiras com o PT". O advogado destacou também que João Cláudio Genu, que fez os saques destinados ao PP, disse agir por ordem de Corrêa e Janene. Assim como fez a defesa de Corrêa, foi destacado que o PP já tinha manifestado apoio às reformas previdenciária e tributária durante o governo Fernando Henrique Cardoso, apenas mantendo a posição nas votações na administração do PT. A Procuradoria-Geral da República apontou essas votações como alvo de compra pelo sistema do mensalão. Alvares destacou que o nome de Henry aparece na denúncia sempre na companhia dos outros dois dirigentes do PP. "Não há conduta atribuída a ele, não há ato de ofício". Ressaltou ainda que Henry foi absolvido em processo de cassação na Câmara.
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O quarto advogado a subir na tribuna para fazer a sustentação oral é o defensor de João Cláudio Genu – ex-assessor do deputado José Janene (morto em 2010) –, que responde por lavagem de dinheiro, corrupção passiva e formação de quadrilha. A sustentação oral será feita pelo advogado Maurício Maranhão de Oliveira. Já Enivaldo Quadrado, dono da corretora Bonus-Banval, acusado de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, será defendido pela advogada Priscila Gioia.
O mensalão
O mensalão foi o maior escândalo político do governo Lula. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF), trata-se de um esquema montado no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para comprar apoio de parlamentares e saldar dívidas de campanha com dinheiro não contabilizado, o chamado caixa 2. A acusação entende que pelo menos quatro partidos – PT, PP, PL (hoje PR) e PTB – foram beneficiados com o esquema, além da contrapartida para empresários e funcionários de instituições financeiras.
Trinta e oito nomes são réus do processo do mensalão. Os ministros do STF se esforçam para que o caso seja julgado por todos, uma vez que em setembro o ministro Cezar Peluso completa 70 anos e se aposenta da magistratura.
Com informações da Agência Estado e Agência Brasil