O desembargador João Pedro Gebran, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, rejeitou a tese de que a Corte tenha acelerado o julgamento do ex-presidente Lula, nesta quarta-feira. Relator do processo na 8ª Turma, Gebran pediu o aumento da pena contra o petista para 12 anos e um mês, mas explicou que nenhum juiz condena alguém por "ódio".
"Ainda que houvesse uma aceleração estaria cumprido o que diz meta quatro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O que nós estamos fazendo é cumprir aquilo que é o ideal processual", justificou ao lembrar que a Justiça tem a obrigação de apreciar com mais celeridade casos de corrupção e improbidade.
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"É com sentimento amargo que cumpro meu dever e apresento essa condenação. Nenhum juiz condena alguém por ódio. É dever do julgador entender os fatos e as circunstâncias em que ocorreram. O fato de se tratar de um ex-presidente torna esta tarefa mais dramática. Não julgamos nome ou personagem, julgamos fatos concretos", explicou.
Ele também rebateu a tese de que o PT, partido do ex-presidente Lula, teria sido alvo da Justiça diante do avanço da Operação Lava Jato. "Os membros do PT não foram nem sequer os primeiros a ser investigados", disse.
Após a leitura do voto do relator, o presidente da 8ª Turma do TRF-4, desembargador Leandro Paulsen, interrompeu a sessão para um intervalo de uma hora para almoço. O julgamento será retomado a partir das 15h, quando o desembargador Victor Laus irá anunciar seu voto. Em seguida será a vez de Paulsen. Esta fase não tem tempo limite predeterminado.
Desembargador rejeita tese de que TRF4 tenha acelerado julgamento de Lula
Magistrado também afirmou que nenhum juiz condena alguém por "ódio"