O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, responsável por autorizar a operação Make Up, que investiga o financiamento do filme Dark Horse, derrubou o sigilo da ofensiva. Segundo informações repercutidas pela rede de notícias CNN, a Polícia Federal (PF), nas investigações, encontrou um circuito financeiro entre o deputado Mário Frias (PL-SP) e a produtora do longa, a Go Up Entertainment.
No relato de Dino para autorizar a operação, é mostrado o suposto uso de empresa de fachada, uma vez que visitas presenciais dos investigadores foram definidas como infrutíferas. Além disso, há coincidência de datas entre a gravação do filme e movimentações financeiras suspeitas.
Em outro ponto citado por Dino, teria sido realizada uma operação para maquiar o esquema. As empresas que deveriam desenvolver o filme não teriam condições para tal.
Em 2024, Mario Frias destinou R$ 2 milhões em emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina da Gama.
A investigação da PF se debruçou sobre contratos celebrados pelo ICB e pela Academia Nacional de Cultura (ANC), também presidida por Karina, com empresas ligadas a doadores de campanha de Frias, ex-assessores parlamentares e ao advogado do deputado. Segundo os investigadores, há suspeitas de que parte desses contratos tenha sido simulada ou fraudulenta.
Proibições
O deputado federal Mário Frias e a produtora Karina Gama foram proibidos de deixar o Brasil sem autorização prévia. Além disso, não poderão comunicar-se entre si. Essas são algumas das medidas determinadas pelo ministro Flávio Dino.
As medidas se estendem a outras 27 pessoas que são investigadas pelos agentes federais. Hoje, a PF cumpriu 49 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará e também no Distrito Federal.
Em agosto, Dino autorizou o compartilhamento de dados da Polícia Civil paulista com a Polícia Federal do que foi apreendido na operação Wi-Fi. Na ocasião, o alvo da ofensiva foi Karina Gama.
Durante as buscas, armas foram encontradas. Segundo informações do jornal O Estado de São Paulo, o armamento foi encontrado com Mário Frias. No entanto, o endereço das armas, porém, é diferente daquele que consta no registro.