Política

Eduardo Campos viaja a Brasília para encontrar Marina Silva

Presidente do PSB quer oferecer abrigo a ex-senadora na legenda

Marina Silva deve ser vice na chapa de Campos à Presidência da República
Marina Silva deve ser vice na chapa de Campos à Presidência da República Foto : Evaristo Sa / AFP / CP
O presidente do PSB, Eduardo Campos (PE), viajou a Brasília, para se encontrar, no início da tarde, com a ex-senadora Marina Silva, no Hotel Nacional. Ele pretende oferecer a ela abrigo no partido para que Marina concorra às eleições de 2014.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, Marina já teria se filiado na legenda. A decisão teria sido tomada após reuniões com a cúpula do partido e depois do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negar registro da nova legenda da ex-parlamentar, a Rede Sustentabilidade.

Marina Silva deve ser vice na chapa de Campos à Presidência da República. Em entrevista coletiva nessa sexta, ela disse que pretendia criar uma terceira via à polarização PT e PSDB no País. Campos havia dito ontem que Marina “pode contar com o PSB como parceiro para as mudanças que o Brasil precisa”.

Ontem, Marina disse que anunciaria seu futuro político no sábado. "As minhas decisões serão programáticas e não terão caráter pragmático" afirmou. Segundo ela, também será levado em consideração os partidos "preocupados com agenda de reformas".

Rede

Na noite de quinta, por um placar de 6 votos contra e um a favor, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou o pedido de registro da Rede. O principal argumento foi de que a legenda conseguiu apenas 442,5 mil assinaturas, cerca de 50 mil a menos que as 492 mil exigidas pela Lei Eleitoral.

Após a derrota na corte, Marina se reuniu durante a madrugada com militantes envolvidos no processo de criação da Rede. Pela manhã fez uma videoconferência com cerca de 60 integrantes da Rede Sustentabilidade em todo o Brasil e, à tarde, participou de uma reunião com membros da comissão executiva. Depois, se isolou por algumas horas para pensar. Segundo a ex-senadora, os apoiadores da Rede estão divididos. Parte pede para que ela desista da candidatura, outra apoia a ida dela para outro partido para disputar as eleições.

Marina disse que sua decisão não será fundamentada em um mero projeto eleitoral. As eleições, disse, também são importantes, fazem parte, mas não são um fim em sim mesmo. "A Rede Sustentabilidade já é um partido porque tem base social em todos os estado e tem um programa baseado em um conjunto de ideias que se fundamentam, entre outras coisas, na ética na política, no conceito de sustentabilidade, no combate pragmatismo exacerbado que hoje é visto no Congresso".

Marina disse que tomará uma decisão que "contribua para a renovação política". Segundo ela, "a derrota e a vitória só se mede na História. E de ontem para hoje não temos motivo para acharmos que já temos a História", disse. Nas últimas eleições de 2010, a ex-senadora recebeu cerca de 20 milhões de votos e foi responsável por conduzir a disputa para o segundo turno. Atualmente, ela aparece em segundo lugar nas pesquisas de intenção de votos, atrás apenas da presidente Dilma Rousseff. Marina disse, ainda, que a Rede não pretende recorrer ao Supremo Tribunal Federal da decisão do TSE que não concedeu registro à sigla.


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