Antecipando os movimentos de campanha, o PT lançou neste sábado o Conselho Político Suprapartidário que deverá integrar a campanha da candidata Maria do Rosário à prefeitura da Capital. O conselho será coordenado pela ex-deputada Manuela D’Avila (PCdoB) – que disputou a eleição em 2020 – e pelo deputado estadual Matheus Gomes (PSol) e deverá contar com representações de diversos setores da sociedade civil, além dos diferentes partidos que compõem a coligação. O intuito dos encontros é discutir políticas públicas e um plano de governo participativo.
O objetivo do Conselho, explicou Gomes, é incluir "as pessoas que foram apartadas das decisões de Porto Alegre”, explicou Gomes, através da inclusão no debate das medidas para Porto Alegre. Os trabalhos terão como base três eixos: justiça social, economia para crise climática e o territorialidade com base na perspectiva de integração da cidade.
“Nada será como antes em Porto Alegre e precisamos imaginar e reposicionar nossa cidade para reconstruirmos ela”, afirmou Manuela, lembrando também que outros nomes podem ser convidados a integrar o grupo. A ideia é produzir um programa aos moldes do Orçamento Participativo, criado pelo ex-governador Olívio Dutra, quando comandou Porto Alegre. As reuniões acontecerão quinzenalmente, até o fim do segundo turno.
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Durante o lançamento, que contou com a participação de alguns dos conselheiros, entre nomes da universidade, DMAE, IPH e sindicatos, além de intelectuais e lideranças políticas, Rosário pediu, em sua fala, que os integrantes do comitê contribuíssem com o “o seu olhar” para reconstrução de uma cidade. “O conselho existe para que sejamos escudos uns dos outros […] É preciso que essas cadeiras, todos e todas, nos voltemos para fora daquilo que somos juntos. É hora de falar com a cidade. Essa vitória, da nossa parte, não será feita de outra forma se não no campo democrático”, classificou.
Em um aceno político, fez um agradecimento especial ao ex-prefeito José Fortunati ao afirmar que, com ele, "fez o primeiro diálogo com setores mais amplos da esquerda”. E complementou: “É preciso reconhecer, quando a gente chega nesse momento, que a gente chega com a frente ampla mais possível, que é uma frente ampla que não nos descaracteriza, porque é uma frente ampla pragmática”, fazendo uma referência a coligação que elegeu Lula e Alckmin em 2022.
Sem citar Sebastião Melo (MDB), Rosário também aproveitou para tecer críticas ao adversário, tanto à sua gestão, quanto aos seus aliados, o relacionado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e ao seu modo de fazer política. "Afinal, qual a marca atual da nossa idade? Não queremos que a nossa cidade fique com a marca do descaso e do abandono", finalizou.
