Dos 55 deputados estaduais que compõem atualmente a Assembleia Legislativa, 18 obtiveram, na eleição de 2022 – a primeira proporcional sem as coligações e com a presença das federações –, uma votação inferior à do pleito de 2018. Ainda assim, oito deles conseguiram se reeleger para um novo mandato: Adolfo Brito (PP), Aloísio Classmann (União), Dr. Thiago Duarte (União), Elizandro Sabino (PTB), Elton Weber (PSB), Gaúcho da Geral (PSD), Gerson Burmann (PDT) e Pedro Pereira (PSDB). Enquanto isso, a perda de votos impossibilitou a reeleição ou a eleição para um novo cargo em 2023 dos atuais deputados Carlos Búrigo (MDB), Fábio Ostermann (Novo), Fernando Marroni (PT), Gilberto Capoani (MDB), Issur Koch (PP), Luiz Henrique Viana (PSDB), Mateus Wesp (PSDB), Rodrigo Maroni (PSDB), Tiago Simon (MDB) e Zilá Breitenbach (PSDB). Dois deputados estaduais não foram contabilizados porque concorreram na chapa majoritária: Edegar Pretto (PT) e Gabriel Souza (MDB).
De todos eles, o que teve mais diferença em comparação com a votação obtida quatro anos atrás foi Rodrigo Maroni, que, em 2018, elegeu-se deputado com 26.449 votos e, este ano, ficou com apenas 10.344, diminuindo 60,9%. Depois dele, quem também teve uma redução significativa foi Fábio Ostermann, que concorreu a deputado federal. Com 47% a menos dos votos que recebeu em 2018, o candidato do Novo ficou como primeiro suplente do seu partido na Câmara dos Deputados. Houve também quem teve uma grande perda de eleitores, mas mesmo assim conseguiu se reeleger. É o caso de Adolfo Brito, o terceiro deputado com maior redução de uma eleição para a outra: ele caiu de 44.996 para 28.115 (-37,47%) e, mesmo assim, estará na Assembleia novamente em 2023 como sétimo colocado na bancada do PP.
Na comparação entre as votações de 2018 e 2022, chama a atenção também os deputados que mantiveram o eleitorado muito próximo do que conquistaram no pleito de quatro anos atrás, obtendo poucos votos a mais ou a menos em 2022. Dez parlamentares tiveram uma diferença de, no máximo, 10% na comparação com a eleição anterior. As menores foram do deputado Dr. Thiago Duarte (União), que diminuiu somente 0,33% de seus 27.907 votos conquistados quatro anos atrás, Ernani Polo (PP), que cresceu 0,40%, chegando a 67.515 votos este ano, e Franciane Bayer (Republicanos), que foi de 40.317 para 40.555 votos e, apesar da diferença de apenas 0,59%, elegeu-se deputada federal.
Quem cresceu mais
A maior parte dos 55 deputados estaduais, no entanto, obteve um aumento no seu número de votos quatro anos depois da eleição passada. De todos eles, o que teve a maior variação foi Rodrigo Lorenzoni (PL), filho de Onyx Lorenzoni, que disputa o governo do Estado. Apesar de ter sido o terceiro mais votado, ficando atrás de Gustavo Victorino (Republicanos) e Luciana Genro (PSol), que passaram de 110 mil votos, Lorenzoni fez 85.692 votos, sendo que em 2018, conquistou 16.895 eleitores e terminou a disputa como primeiro suplente. Ele assumiu o cargo em 2019, quando Ruy Irigaray (no então PSL) tornou-se secretário estadual. Mais tarde, em março de 2022, Lorenzoni retornou ao cargo com a cassação de Irigaray.
Ainda é possível destacar o aumento de votos dos deputados Paparico Bacchi (PL), com 117%; Pepe Vargas (PT), com 80,29%; Beto Fantinel (MDB), com 67,28%; Dirceu Franciscon (União), com 65,58%; e Juvir Costella (MDB), com 65,58%. Há, contudo, quem, mesmo crescendo significativamente, não conseguiu a reeleição, como Giuseppe Riesgo (Novo), que aumentou 73,87%, e Fran Somensi (Republicanos), que teve um acréscimo de 53,3% e terminou como primeira suplente do partido. No caso de Riesgo, a vaga não foi conquistada pelo desempenho do partido, que conquistou apenas uma vaga na Assembleia.
Entre os parlamentares que disputaram uma vaga para a Câmara dos Deputados, o mais votado foi o deputado Tenente Coronel Zucco (Republicanos), com 259.023 votos, 55,34% a mais do que os 166.747 conquistados por ele quatro anos atrás. Porém, ele foi o segundo a alcançar maior crescimento, ficando atrás de Sérgio Turra (PP), que cresceu 65,86%, chegando a 87.355 votos, mas ficando como segundo suplente. Caso semelhante aconteceu com a deputada Juliana Brizola (PDT). Ela cresceu 57,15% na votação em 2022, obtendo 68.865, mas também terminou como primeira suplente do partido.
Dados detalhados
