Eleições

Averiguação gera bate-boca entre campanhas de Melo e Marchezan

Justiça vistoriou sede do PMDB após denúncia do tucano

Justiça vistoriou sede do PMDB após denúncia do tucano
Justiça vistoriou sede do PMDB após denúncia do tucano Foto : Ricardo Giusti / CP Memória
O cumprimento de uma ordem judicial de averiguação, determinada pelo juiz eleitoral Roberto Carvalho Fraga, da 113ª Zona Eleitoral, gerou novo bate-boca entre as coordenações de campanha de Sebastião Melo (PMDB) e Nelson Marchezan Júnior. A inspeção determinada pelo juiz na sede municipal do PMDB, na rua Riachuelo, 421, no Centro Histórico da Capital, atendeu a denúncia da coligação de Marchezan que acusou o adversário de manter no local comitê clandestino, não registrado na prestação de contas do peemedebista.

De acordo com a denúncia, no local haveria constante movimentação de cabos eleitorais, coordenadores de campanha, veículos e materiais de propaganda, sem qualquer declaração à Justiça Eleitoral.

A confusão entre os adversários ocorreu porque durante a inspeção feita por um oficial de justiça, no sábado pela manhã, segundo denúncia da coordenação de campanha de Melo, uma advogada de Marchezan e um fotógrafo da coligação tucana ingressaram na sede do PMDB, percorrendo os dois pisos da casa e fazendo registros de imagem. Além disso, teriam vasculhado materiais do PMDB, “agindo de maneira afrontosamente ilegal, desrespeitando a presença da oficial de Justiça”, conforme a nota divulgada pela coligação.

O advogado da campanha de Marchezan, Caetano Cuervo Lo Pumo, disse que não houve nada disso. “Pedimos a verificação, o juiz autorizou e até nos convidou para acompanhar, como faculta a lei. Temos o direito de acmpanha”, defendeu. A verificação ocorreu, segundo ele, porque o comitê não estava lançado como despesa nas contas do PMDB.

Antenor Ferrari, coordenador da campanha de Melo, negou qualquer irregularidade no uso da sede. “A informação é falsa. Querem criar um fato político, mas ali é a sede do PMDB há 30 anos. Nunca vi um partido que não faça campanha para o seu candidato”, afirmou. De acordo com ele, o que houve foi sim uma invasão e constrangimento a servidores do PMDB. “Estavam de campana (a equipe de Marchezan) há vários dias. Quando entraram mexeram em documentos, filmaram e isso é irregular. Foi um ato irresponsável”, definiu.

Neste domingo, Marchezan apenas gravou programas de TV para irem ao ar durante a semana. No sábado, fez caminhadas na zona Sul da Capital. Melo passou a manhã de domingo conversando com moradores do Campo da Tuca, na zona Leste. Ele concederá uma série de entrevistas nesta segunda-feira.

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