Um total de 3.380 quilos foi o saldo do material recolhido pelos 700 garis do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) após as eleições desse domingo, em Porto Alegre. O montante representa, até o momento, 7% do que foi produzido na Capital em 2014, quando 50,5 toneladas de entulho foram retiradas das ruas da cidade – 45 toneladas no primeiro turno e o restante no segundo. Desta vez, o volume é praticamente 15 vezes menor.
As mudanças nas regras eleitorais, com a proibição do uso de cavaletes, e a limitação das doações de campanha a pessoas físicas – o que tornou as propagandas mais baratas – é a explicação para a diminuição expressiva da distribuição de materiais de campanha.
Além do lixo recolhido pelos garis, foram aplicados 42 autos de infração ao Código Municipal de Limpeza Urbana. Segundo o Código, configura ato lesivo depositar e atirar nas vias públicas papéis e embalagens que causem danos à conservação da limpeza urbana. Os infratores estão sujeitos a multa de R$ 328. As multas não excluem as penalidades impostas pela Justiça Eleitoral.
O material foi encaminhado para a unidade de triagem localizada na Lomba do Pinheiro. Os trabalhadores do local vendem os resíduos com as indústrias de reciclagem.
Os candidatos que tiverem sobra de propaganda eleitoral devem descartar os materiais na coleta seletiva ou encaminhar para as unidades de triagem conveniadas com o órgão.
Campanha enxuta resulta em lixo 15 vezes menor em Porto Alegre
Dois anos após recolher mais de 50 toneladas, DMLU contabilizou 3,3 toneladas nesse domingo
