Eleições

Campanha por bairros e polarização são as apostas de Rosário para última semana de campanha

Estratégia do segundo turno ganha força na reta final da disputa pela prefeitura de Porto Alegre

No final de semana, todas agendas de Rosário contaram com lideranças
No final de semana, todas agendas de Rosário contaram com lideranças Foto : Duda Brogni/Divulgação/CP

Faltando seis dias para o segundo turno, a campanha de Maria do Rosário (PT) aposta todas as fichas em duas estratégias centrais para conseguir vencer Sebastião Melo (MDB) na eleição para a prefeitura de Porto Alegre: a mobilização por bairros e a polarização. Ou, mais precisamente, a conexão de Melo ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Apesar de não serem inéditas, as estratégias ganharam novos contornos com a chegada de Rosário no segundo turno.

Para alcançar “todos os cantos da cidade”, a aposta é utilizar os vereadores e lideranças que compõem a coligação, tanto dos eleitos quanto dos não eleitos. Com isso, o objetivo é conseguir chegar nesse eleitor através de lideranças das suas próprias regiões.

Um exemplo é o vereador Giovani Culau (PCdoB), que além de eventos na região central, onde possui um eleitorado mais consolidado, também tem atuado no extremo-sul da cidade, onde também tem base. Outros vereadores seguem esse mesmo esquema, como Aldacir Oliboni (PT) no Partenon, ou até a deputada Laura Sito (PT), no Sarandi. Desde o início da campanha deste segundo turno, Rosário e dirigentes da campanha têm conversando com lideranças locais, não necessariamente dos partidos da coligação, a fim de ampliar essa movimento.

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E, como os eleitores de cada bairro carregam suas diferenças e especificidades, as táticas para conquistá-los também. No centro, por exemplo, a mobilização vem tentando conquistar aqueles que votaram em Juliana Brizola (PDT). A estratégia para isso é, justamente, “colar” em Melo o rótulo de bolsonarista. Agora, em bairros mais afastados, onde a polarização não está tão enraizada, o processo do “vira voto” é através das críticas sobre a gestão da prefeitura.

Vencido o desafio de passar para o segundo turno, a campanha de Rosário já vinha intensificando a aposta na polarização e elevando as críticas ao prefeito. Não só no discurso adotado pela mobilização nas ruas, essa prática também está sendo adotada pela própria candidata, e o tom dos últimos debates vêm subindo. As peças que circulam nas redes sociais e programas de TV, também.

Além de ligar o ex-presidente e as ideias defendidas por ele a Melo, a campanha de Rosário também vem apontando corrupção dentro do governo. Entretanto, o grande trunfo da campanha petista seria, afinal, a vinda do presidente Lula, o que, até o momento, está fora do horizonte.

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