Eleições

Candidatos ao governo do Estado evitam provocações em debate na Record

Sete postulantes ao Piratini confrontaram ideias por mais de uma hora

Candidatos ao governo debatem na Record
Candidatos ao governo debatem na Record Foto : Fabiano do Amaral / CP
A menos de duas semanas do primeiro turno das eleições, sete dos nove candidatos ao governo do Estado participaram de debate na Record. Evitando o confronto direto, eles debateram as suas ideias para o Rio Grande do Sul por cerca de uma hora e 20 minutos. Aroldo Medina (PRP), Montserrat Martins (PV), José Fogaça (PMDB), Yeda Crusius (PSDB), Carlos Schneider (PMN), Pedro Ruas (PSol) e Tarso Genro (PT) – cujos partidos têm representação na Câmara Federal – foram os participantes do debate que começou às 23h desta segunda-feira, na sede da Rede Record, em Porto Alegre.

• Clique e ouça o debate na íntegra abaixo da matéria
• Leia o blog de Taline Oppitz

Debate tem poucas críticas

Os temas da saúde e da segurança dominaram os diálogos entre os postulantes ao Piratini. A classe médica, garantiram, será mais ouvida no próximo mandato. Da mesma forma, os debatedores se comprometeram com uma forma de qualificar a formação de policiais nos próximos quatro anos.

Mediado por André Haar, o debate teve quatro blocos. No primeiro e segundo blocos, os candidatos se apresentaram e responderam perguntas do mediador. A partir daí, por sorteio, os candidatos fizeram perguntas entre si, abordando temas como saúde, segurança, educação e saneamento básico.

A governadora Yeda Crusius foi uma das mais demandadas no encontro. Ruas e Medina concentraram suas perguntas na candidata à reeleição, questionando sobre transparência da gestão pública, educação e segurança. A governadora Yeda, no entanto, se fixou em destacar realizações da sua gestão, como o equilíbrio das contas e os investimentos em acessos asfálticos.

Mantendo a estratégia empregada desde o início da campanha, Tarso enfatizou o vínculo com o governo Lula e a atuação em quatro ministérios. Ele disse que quer aplicar no Estado os projetos desenvolvidos pelo governo federal, como o Pronasci, que propõe ações combinadas de repressão e prevenção para combater a criminalidade.

Fogaça também evitou atritos com os concorrentes. O candidato do PMDB valorizou ações dos mandatos como prefeito de Porto Alegre, prometendo manter projetos de gestões anteriores, além de reafirmar o trabalho com o PDT.

Montserrat destacou a dobradinha com a presidenciável Marina Silva (PV) e ressaltou a necessidade de adotar um sistema de desenvolvimento sustentável. Schneider concentrou o discurso na redução da carga tributária, principalmente no setor empresarial.

“O papel da Record é apresentar os fatos com a maior clareza possível e a escolha do melhor candidato é essencial para o nosso estado. Para nós, é muito importante participar deste momento”, destacou o presidente da Record RS, Natal Furucho.

Confira como foi o debate:

FAQ - Eleições

Tire todas as suas dúvidas sobre o processo eleitoral.

Especial Eleições

Simulador de urna eletrônica