Nesta eleições, o número de abstenções no Rio Grande do Sul chegou a 21,35% do eleitorado superando 2022 quando 19,79% dos eleitores não foram às urnas. São 1.824.041 eleitores.
O número inclusive superou média nacional que registrou abstenção de 21,08%, a maior desde 1998.
Tendência confirmada
Em entrevista ao Correio do Povo, a cientista política e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Silvana Krause, já alertava para esta tendência.
Segundo Silvana, o nível de rejeição e a abstenção passariam a desempenhar papel central no resultado das urnas. A especialista ainda ressaltou do ponto de vista do eleitorado, o comportamento tem sido fortemente guiado por sentimentos e pela rejeição aos candidatos, mais do que por uma adesão puramente ideológica, consolidando uma tendência observada desde as últimas disputas presidenciais.
Eleitor que faltou no primeiro turno pode votar no segundo
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cada turno de votação é uma eleição independente. E os eleitores que não votaram no primeiro turno poderão votar normalmente no segundo, desde que estejam com o título regular.
No entanto, os eleitores que não foram às urnas no primeiro turno e não justificaram a ausência pelo e-título, ainda são obrigados a regularizar a situação eleitoral, mesmo que votem no segundo turno.
TSE quer diminuir abstenção no 2º turno
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo (4) que pretende trabalhar para diminuir a abstenção de eleitores no segundo turno.
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De acordo com os dados do sistema de totalização de votos do TSE, o primeiro turno registrou abstenção de 21,08%, percentual equivalente a 33,4 milhões de eleitores.
“Não é o ideal uma abstenção de 20%. A ideia é intensificar e aperfeiçoar todos os mecanismos disponíveis para que a gente consiga diminuir esse percentual no segundo turno”, afirmou.
