À medida que o cenário eleitoral se desenha para o pleito de 2026, elementos como o comportamento do eleitor, o nível de rejeição e a abstenção passam a desempenhar papel central no resultado das urnas. Em entrevista ao podcast Matriz, conduzido pela jornalista Mauren Xavier, a cientista política e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Silvana Krause, analisou as dinâmicas nacionais e regionais das eleições deste ano.
- TRE-RS lança campanha por voto e contra abstenção
- Voto facultativo: diminui o número de eleitores adolescentes no Rio Grande do Sul
- Eleições 2026: cientista político avalia que o Brasil passou por uma “Era Crítica”
Durante o bate-papo, Krause enfatizou que, do ponto de vista do eleitorado, o comportamento tem sido fortemente guiado por sentimentos e pela rejeição aos candidatos, mais do que por uma adesão puramente ideológica, consolidando uma tendência observada desde as últimas disputas presidenciais.
O cenário eleitoral no Rio Grande do Sul
No âmbito estadual, Silvana Krause destacou as particularidades da disputa gaúcha. A professora observou a mudança de estratégia do PT ao construir alianças de centro-esquerda, a força tradicional e capilaridade do MDB, e a consolidação do PL ao encampar o eleitorado conservador gaúcho. A cientista política lembrou o histórico de "surpresas" de última hora nas urnas gaúchas, alertando que estratégias baseadas apenas na rejeição ou no antipetismo podem isolar candidatos em eventuais disputas de segundo turno.
Veja a entrevista na íntegra.
