Juliana Brizola (PDT) foi a segunda candidata ao governo do Rio Grande do Sul a participar das entrevistas individuais propostas pela TV Record Guaíba. Em 30 minutos de conversa com Samuel Vettori, apresentador do Balanço Geral, a candidata ao governo do RS transitou por alguns temas, focando na fiscalização de concessões e abertura de diálogo com partidos de outros polos ideológicos. Na quarta (19), a entrevista será com Marcelo Maranata (PSDB); e na quinta-feira (20) com Gabriel Souza (MDB). As entrevistas iniciaram com Luciano Zucco (PL) na segunda-feira (17).
O primeiro tópico trabalhado foi a experiência política de Juliana, que não conta com vivências no Executivo, independente da esfera. A pedetista argumenta que passou por uma preparação gradual ao longo dos anos de vida pública. “Eu vim me preparando aos poucos, subindo degrau por degrau. Não cheguei aqui de paraquedas”, comentou a candidata.
Um ponto que foi retomado algumas vezes durante o tempo de fala de Juliana foi a abertura ao diálogo com políticos e partidos de outros espectros ideológicos. Para a candidata, existe um distanciamento, causado pelas diferenças ideológicas partidárias, causando uma falta de articulação entre município, estado e União que dificulta o avanço do Estado em algumas pastas, como saúde e educação.
Juliana se mostrou aberta ao diálogo com a iniciativa privada. “Defendo que o público seja amigo do privado”, pontuou. Questionada sobre quais serviços estaria aberta a conceder a empresas privadas, a candidata indicou as rodovias, ainda que tenha criticado a política de equilíbrio fiscal que os governadores Eduardo Leite (PSD) e José Sartori (MDB) aplicaram nos últimos três mandatos.
Houve uma crítica específica a execução e a transparência ao modelagem de pedagiamento free flow, implantado em trechos da Serra Gaúcha e Vale do Caí. “Aí entra a fiscalização, porque não adianta tu entregar para o privado e não fiscalizar se aquilo que estava no contrato está sendo feito. O único trecho que está em vigor o free flow teve mais de 1 milhão de multas, porque não teve transparência com a população, que muitas vezes não sabia estar passando por um pedágio”, argumentou.
Além da aplicação do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) para obras e reformulação da estrutura urbana, Juliana indicou um plano de investimento para boletins de orientação para a população gaúcha. “Vou usar 30% do dinheiro da propaganda do Estado para trazer informações diárias, quinzenais e semanais, para que a população saiba o que fazer em momentos de crise”, indicou.
Em relação aos altos indicadores de feminicídios, a pedetista reforçou a necessidade de protocolos mais robustos, mirando na prevenção e reincidência dos casos de violências, em um complemento aos processos que já existem atualmente. “Temos que ter um acompanhamento desta mulher. Temos que entender o risco que a situação apresenta”, argumentou, ao indicar que será articulada uma parceria de monitoramento entre estado e municípios.
Ao comentar sobre a educação, a candidata citou o avô, Leonel Brizola. Entre as propostas, a expansão do ensino técnico em tempo integral, associada ao resgate do plano de carreira e na valorização da carreira dos professores.
