Eleições

‘Construir o metrô é a prioridade’, diz Carlos Alan, candidato do PRTB à prefeitura de Porto Alegre

Correio do Povo abre série de entrevistas com os quatro candidatos ao Paço Municipal que não possuem representação partidária no Congresso Nacional

Carlos Alan é o candidato do PRTB para a prefeitura de Porto Alegre
Carlos Alan é o candidato do PRTB para a prefeitura de Porto Alegre Foto : Ricardo Giusti

*Por Mauren Xavier e Rafael Renkovski

O Correio do Povo inicia a série de entrevistas com quatro candidatos à prefeitura de Porto Alegre de partidos sem representação no Congresso Nacional. Em meia hora, Carlos Alan (PRTB) fala dos desafios da sua candidatura e dos problemas da cidade. A seguir, os principais trechos.

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Quem é Carlos Alan?

Tenho 43 anos, sou casado com a Shaiane Castro, que é presidente do PRTB Porto Alegre e do PRTB Mulher. Sou empreendedor da cidade, já resido e moro aqui há mais de 24 anos. Tenho uma empresa aqui na Capital, formada há mais de 10 anos. Sou do setor de tecnologia da informação. Sou filho da dona Teresinha e do meu saudoso pai Petrônio. O Carlos Alan é essa pessoa simples, que tem na sua característica um sentido de buscar o desenvolvimento das pessoas. Também atuo na Loja Peregrinos de Jerusalém, vinculada à Grande Loja Maçônica do RS e sou vice-presidente da Associação dos Veteranos do 18º Batalhão de Infantaria Motorizado.

Como aconteceu o seu ingresso na política e o que representa a candidatura à prefeitura de Porto Alegre?

Começou com a minha esposa, quando ela foi concorrer a deputada federal pelo PSL. A presidente era a empresária e minha madrinha Carmen Flores. Elas saíram do PSL. Veio o PRTB, onde o antigo presidente Natalino (Sarapio) fez um contato com a Carmen Flores e ela me convidou a fazer parte dessa equipe. Nisso, a dona Aldinea Fidelix e o Levy Fidelix Filho me convidaram para presidir o PRTB no Estado, para fazer essa estruturação. O partido vem crescendo. Tem como tripé Deus, pátria e família e, agora, com a vinda do Pablo Marçal, está potencializando.

O senhor falou de o partido estar à direita e no trabalhismo. Onde fica o PRTB?

Hoje, literalmente, a figura do Pablo Marçal é o que vem puxando. O PRTB vem com esse novo layout de trazer o partido mais próximo das pessoas, buscando uma inclusão.

O senhor citou muito o Pablo Marçal. Mantém contato com ele? É uma inspiração?

Com certeza. Vejam bem, eu estava em São Paulo, na convenção, onde gravamos. Ou seja, existe material do Pablo Marçal. O detalhe é: existe uma questão quando ele estava em quarto ou quinto nas pesquisas e uma agora. Isso mexe muito com a situação de a gente poder estar mais próximo. Tem uma agenda com eles. Com certeza, nós queremos nos espelhar muito na figura dele e trazer a prosperidade às pessoas.

Achas que esse movimento pode acabar respingando negativamente para ti?

Entendo que não. Basicamente, qualquer um daqueles adversários do Pablo Marçal não têm história nenhuma para falar alguma coisa. É só olhar para trás e ver o currículo de cada um dos candidatos. Nós estamos lidando com pessoas que são políticos carreiristas.

Se eleito, quais seriam as suas prioridades?

Primeiramente, construção do metrô de Porto Alegre. É inadmissível que uma capital como a nossa não tenha o metrô. Eu quero ser conhecido como o prefeito que construiu o metrô. É só fazer gestão. É só encolher a máquina, tirar esse monte de cargos pendurados que estão aí, que vai sobrar dinheiro. A matemática é simples. Quero fazer a escola de lideranças e líderes da Capital, para fazer o acompanhamento desses jovens para o mercado de trabalho, e a preparação para a escola de empreendedorismo. Nós temos que fazer com que as pessoas empreendam mais.

E sobre educação?

Sou um fã das escolas cívico-militares. Não é questão ideológica, isso é questão matemática. Todas as escolas que têm viés ligado aos militares e ao ensino religioso, a proficiência das crianças, a nível de teste, é maior. Isso é fato. Nós temos que fomentar isso, as crianças precisam ser educadas. Eu não sou escravo de nenhuma situação ideológica, tampouco política. Estamos aqui para penar nas pessoas.

E para a área da saúde?

Quero automatizar, em 100%, o processo de gerenciamento da saúde. Na prática, todo o cidadão vai ter um aplicativo eficaz, que nós vamos controlar desde o primeiro passo do atendimento dessa pessoa até o final do seu tratamento. O atual aplicativo melhorou bastante, eu tenho que dar a mão à palmatória ao prefeito (Sebastião) Melo, no sentido de tentar informatizar um pouco esse processo. O que eu tenho de mais inovador é o plano popular. Criar um plano de saúde. Vou dar oportunidade às pessoas que tenham mínimas condições para ter um acesso a um plano de saúde, subsidiado ou gerido pela prefeitura, deixando as vagas liberadas para as pessoas de maior vulnerabilidade. De repente, elas não têm condições de ter um plano de saúde mais caro, mas elas têm condições, sim, de fazer uma coparticipação e eu tirar elas, por exemplo, de um posto de saúde.

Por uma parceria público-privada? Porque a prefeitura não teria condições de criar um plano.

Com certeza. PPP é fundamental para fazer essa equação.

Se eleito, após quatro anos, qual o senhor gostaria que fosse a manchete do Correio do Povo sobre o mandato?

Sem sombra de dúvidas, é o metrô de Porto Alegre. Eu tenho mapeado no nosso plano de governo. Eu não estou aqui no campo da ilusão.

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