A federação PSDB/Cidadania esteve dividida nas eleições de Porto Alegre. Mesmo que formalmente o grupo tenha decidido em convenção pelo apoio à Juliana Brizola (PDT) no primeiro turno, na prática, os candidatos do Cidadania e alguns tucanos fizeram campanha para o candidato à reeleição Sebastião Melo (MDB).
O próprio governador Eduardo Leite, que defendeu a ideia de manter o PSDB no centro no primeiro turno, afastado dos polos representados pelas chapas de MDB-PL e PT-PSol, esteve de forma tímida da campanha: não participou de nenhum ato público ao lado da pedetista.
Por mais que as divergências internas já fossem claras entre as duas siglas, foi a própria Juliana quem deu um último empurrão para afastar os tucanos e esvaziou o apoio de seus candidatos.
“Nenhum partido tem unanimidade. Temos que respeitar a liberdade das pessoas. Algumas se incomodaram com o posicionamento da Juliana no primeiro debate de se juntar com a candidata do PT e bater no nosso ex-prefeito Nelson Marchezan (Júnior) e, de tabela, bater em nós (do PSDB). Foi uma crítica pública. Se incomodaram e talvez tenha sido por isso que não tenham aderido à campanha dela”, refletiu o vereador reeleito Moisés Barboza, presidente municipal do PSDB.
“Tivemos muitos vereadores que fizeram campanha junto à Juliana Brizola. Quando foi feita uma análise de cenários, o PSDB tomou essa decisão por não querer estar ligado aos polos. O eleitorado tem feito um embate entre Lulismo e Bolsonarismo e um grupo majoritário estava na campanha”, dissera antes.
Barboza participou das três reuniões que definiram o apoio tucano a Melo no segundo turno: primeiro com candidato à reeleição, o governador Eduardo Leite e o vice Gabriel Souza (MDB), depois com Melo e os vereadores atuais e eleitos pelo partido e, por fim, da executiva municipal.
O anúncio da posição do partido deverá ser conhecida nesta quarta-feira.
