"Eles me telefonaram e me parabenizaram pela contribuição e disseram que tinham o desejo de poder conversar." De acordo com Marina, será estabelecido agora um processo de negociação dentro do PV no qual a prioridade será ouvir a opinião dos grupos que apoiaram a sua candidatura e os principais pontos da plataforma do partido a serem apresentados aos dois candidatos que passaram para o segundo turno.
"Respondi (a Dilma e a Serra) que ia viver um processo e que ia me posicionar. Vou me posicionar só no processo", revelou. Marina afirmou que ainda não tem uma posição pessoal a priori e que o primeiro passo será conversar com a coordenação nacional do PV, formada por aproximadamente 20 integrantes. "Vou ser coerente com as minhas posições."
A senadora do PV afirmou que o processo de definição do partido será aberto e democrático, "à altura do resultado" obtido nas urnas no primeiro turno. "Temos a consciência, e boa parte do PV tem essa consciência, de que o resultado que tivemos é muito maior que o partido", afirmou.
"Nova chance"
Para Marina, o segundo turno é uma nova chance de os candidatos debaterem os assuntos que interessam ao País. "Disse (a Dilma e a Serra) que todos nós tivemos uma segunda chance de debater o Brasil", afirmou. Marina preferiu não comentar a decisão do candidato do PV ao governo do Rio de Janeiro derrotado Fernando Gabeira de apoiar a candidatura de Serra ao Palácio do Planalto. "Ele disse que é a manifestação pessoal dele."
A senadora não quis ainda entrar em detalhes sobre as condições que deve impor aos ex-adversários para declarar apoio. Segundo a parlamentar, a Executiva do PV vai discutir as prioridades da plataforma de governo do PV e apresentar propostas que sejam completamente diferentes "da velha política do fisiologismo". "A única prioridade são as propostas que consideramos relevantes para o País", afirmou.
