O Sistema Fiergs apresentou, nesta segunda-feira (24), o documento Propostas Indústria RS - uma agenda voltada ao desenvolvimento gaúcho, aos candidatos ao Senado Federal. Estiveram presentes Frederico Antunes (PSD), Germano Rigotto (MDB), Marcel Van Hattem (Novo), Milton Cardoso (PSDB), Paulo Pimenta (PT), Renato Jaguarão (Cidadania) e Ubiratan Sanderson (PL). Manuela D"Ávila (PSol) esteve presente no evento, recebeu o documento, mas não participou do painel, pois foi representar Juliana Brizola (PDT) em outra agenda.
No painel, os candidatos falaram sobre internacionalização, relações de trabalho, infraestrutura, inovação, parceria, sustentabilidade e segurança jurídica.
O presidente do Sistema Fiergs, Cláudio Bier, afirmou que o Senado Federal tem um papel fundamental no futuro do Estado e na vida dos gaúchos. "Não cabe a nós escolher candidatos, mas podemos apresentar ideias e contribuir. A Fiergs representa 107 sindicatos industriais e mais de 53 mil indústrias, responsáveis por 27% do PIB gaúcho."
Propostas Indústria RS
O Propostas Indústria RS apresenta medidas voltadas à defesa da indústria, ao fortalecimento da competitividade e ao desenvolvimento sustentável do Rio Grande do Sul. O documento tem 120 páginas, e traz prioridades no âmbito estadual e federal organizados nos eixos debatidos pelos candidatos.
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Os candidatos tiveram três minutos para uma fala inicial e, na sequência, responderam a questionamentos definidos por sorteio sobre os oito eixos estratégicos do documento.
O que disseram os candidatos
"A Reforma Tributária é um projeto que precisa de ajustes para evitar retrocesso. O acúmulo de créditos acaba com a competitividade", disse Germano Rigotto.
"Não vamos conseguir avançar, enquanto tiver um pedaço do Rio Grande do Sul sem desenvolvimento. A capacitação dos jovens é o maior desafio", apontou Renato Jaguarão.
"A dívida é um impeditivo no desenvolvimento. É necessário resolver a questão da dívida para podermos nos desenvolver", afirmou Ubiratan Sanderson.
"Nossos recursos precisam de investimento para, de fato, virarem riqueza", disse Marcel Van Hattem.
"Não tem nenhum tipo de incentivo para os empresários, que geram renda e empregos", apontou Milton Cardoso.
"O Estado tem a capacidade de ser autossuficiente e até mesmo de importar energia", afirmou Frederico Antunes.
"A segurança jurídica é um princípio fundamental para qualquer setor que queira investir no Rio Grande do Sul", disse Paulo Pimenta.
