Dilma ressaltou, ainda, que tem certeza que o Estado é laico e que é obrigado a respeitar todas as diversidades culturais e religiosas do País. "Tão importante quanto a liberdade de opinião e de imprensa, é a liberdade de crença e religião", destacou a candidata do PT. Hoje, na parte da manhã, Dilma visitou a instituição filantrópica Amparo Maternal, na Vila Mariana, na capital paulista.O objetivo da visita, segundo a candidata, foi conhecer o trabalho da maternidade para replicá-lo em sua proposta de criação da chamada Rede Cegonha, que terá por objetivo oferecer assistência médica a mulheres grávidas que estão desamparadas.
Dilma negou que a visita seja uma resposta a polêmica sobre a questão do aborto e falou de seu projeto: "Minha proposta é assegurar que as mulheres tenham apoio para ter os seus filhos. Que não precisem esconder a gravidez, que os pais não as expulsem de casa e que elas não tenham a coisa horrorosa que é o medo e não eliminem uma vida", disse Dilma, ressaltando que essa é a melhor maneira para se evitar a prática do aborto ilegal no Brasil. "Vocês podem ter certeza de que todas as minhas afirmações sobre o aborto são a favor da vida".
Dilma assegurou que não vai liberar o aborto em hospitais públicos e que em hipótese nenhuma irá propor alterações na legislação vigente. "A questão fundamental do Brasil é o que nós faremos com as crianças e os jovens, porque são o futuro do País".Sobre o eventual apoio da ex-candidata do PV à presidência da República, Marina Silva, Dilma afirmou que pretende discutir todas as propostas da ex-ministra do Meio Ambiente do governo Luiz Inácio Lula da Silva. "Pelo que vi, as propostas da Marina têm mais a ver conosco do que com o nosso adversário. Vamos realizar uma discussão sobre isso de maneira respeitosa e sem pressão", disse, sem informar se já houve algum contato entre os dois partidos.
