O cenário para a corrida pela prefeitura no pleito municipal de outubro é de definição em Caxias do Sul, segundo maior colégio eleitoral do Estado. A pré-campanha na cidade começou cedo, com partidos fechando articulações desde o início do ano. Nos últimos dias, uma série de siglas concretizou movimentos, decidindo as chapas majoritárias, de forma que a maioria chegará ao período de convenções que se inicia neste final de semana com os caminhos sacramentados. Até o momento, quatro chapas estão completas.
O atual prefeito, Adiló Didomenico (PSDB), apresentou formalmente sua pré-candidatura à reeleição no último dia 15. No mesmo ato foi sacramentado o nome de Edson Néspolo (União Brasil) como o pré-candidato a vice. No passado, Néspolo, que era do PDT, integrou o núcleo central de assessores do então prefeito José Ivo Sartori (MDB) e da aliança que emedebistas e pedetistas mantinham na cidade. Pelo PDT, disputou a prefeitura, sem sucesso, em 2016 e 2020, quando Adiló foi eleito. Fora do PDT desde o último pleito municipal, filiou-se ao União neste ano e acabou desbancando da indicação para vice o ex-secretário João Uez (Republicanos), até então cotado para a vaga. Além da federação PSDB/Cidadania e do União Brasil, a coalizão do prefeito reúne, por enquanto, Republicanos, PRD, DC e PRTB.
Para enfrentar governistas, o PT, federado com PCdoB e PV, trabalhou, desde o ano passado, a pré-candidatura da deputada federal e ex-vereadora Denise Pessôa para o comando do Executivo em Caxias. Após uma série de negociações, em abril o PDT concretizou o apoio aos petistas, e formalizou a indicação do ex-deputado e ex-prefeito Alceu Barbosa Velho como vice na chapa.
A coalizão com o PDT é considerada importante por diferentes fatores. Entre eles, a significativa densidade eleitoral de Barbosa Velho (que foi também vice de Sartori em seus dois mandatos, renunciando na metade do segundo, após ser eleito deputado estadual). E a possibilidade concreta de aumentar a inserção no chamado eleitorado ‘de centro’. Neste mês de julho a federação PSol/Rede anunciou que vai integrar a aliança.
A direita também formou com antecedência uma frente para a eleição de outubro. O PL tem como pré-candidato ao Executivo o vereador Maurício Scalco. Sua vice será a vereadora Gladis Frizzo (PP). A coalizão inclui ainda Podemos e Novo. As negociações do bloco ocorrem desde 2023 e, em fevereiro, as legendas realizaram ato com a presença de lideranças estaduais.
Nos meses seguintes, as articulações passaram por turbulências, que culminaram na dissolução do diretório municipal do PP. Uma parte do partido, que acabou vencida, defendia apoio a Adiló. E havia resistências à indicação de Gladis para vice. À época, ela ainda era do MDB, e aguardava a janela partidária para trocar de sigla, o que fez em abril.
Ao centro, em junho o MDB anunciou a pré-candidatura do vereador Felipe Gremelmaier à prefeitura. Ele tinha o nome ventilado desde o ano passado. No último dia 13, os emedebistas formalizaram a formação de uma chapa com o PSD, que indicou o vice na composição. A vaga será ocupada pelo presidente municipal do PSD, Michel Pilonetto. Para a campanha, a aliança pretende se valer do fato de ambos serem jovens lideranças para apostar no discurso de renovação.
