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Eleições 2024: Caxias do Sul tem quatro chapas completas para corrida ao Executivo

Disputa pela prefeitura no segundo maior colégio eleitoral do RS entra no período de convenções com definições adiantadas entre os partidos

Cenário eleitoral começou a ser definido em articulações desde 2023
Cenário eleitoral começou a ser definido em articulações desde 2023 Foto : Divulgação / CP

O cenário para a corrida pela prefeitura no pleito municipal de outubro é de definição em Caxias do Sul, segundo maior colégio eleitoral do Estado. A pré-campanha na cidade começou cedo, com partidos fechando articulações desde o início do ano. Nos últimos dias, uma série de siglas concretizou movimentos, decidindo as chapas majoritárias, de forma que a maioria chegará ao período de convenções que se inicia neste final de semana com os caminhos sacramentados. Até o momento, quatro chapas estão completas.

O atual prefeito, Adiló Didomenico (PSDB), apresentou formalmente sua pré-candidatura à reeleição no último dia 15. No mesmo ato foi sacramentado o nome de Edson Néspolo (União Brasil) como o pré-candidato a vice. No passado, Néspolo, que era do PDT, integrou o núcleo central de assessores do então prefeito José Ivo Sartori (MDB) e da aliança que emedebistas e pedetistas mantinham na cidade. Pelo PDT, disputou a prefeitura, sem sucesso, em 2016 e 2020, quando Adiló foi eleito. Fora do PDT desde o último pleito municipal, filiou-se ao União neste ano e acabou desbancando da indicação para vice o ex-secretário João Uez (Republicanos), até então cotado para a vaga. Além da federação PSDB/Cidadania e do União Brasil, a coalizão do prefeito reúne, por enquanto, Republicanos, PRD, DC e PRTB.

Para enfrentar governistas, o PT, federado com PCdoB e PV, trabalhou, desde o ano passado, a pré-candidatura da deputada federal e ex-vereadora Denise Pessôa para o comando do Executivo em Caxias. Após uma série de negociações, em abril o PDT concretizou o apoio aos petistas, e formalizou a indicação do ex-deputado e ex-prefeito Alceu Barbosa Velho como vice na chapa.

A coalizão com o PDT é considerada importante por diferentes fatores. Entre eles, a significativa densidade eleitoral de Barbosa Velho (que foi também vice de Sartori em seus dois mandatos, renunciando na metade do segundo, após ser eleito deputado estadual). E a possibilidade concreta de aumentar a inserção no chamado eleitorado ‘de centro’. Neste mês de julho a federação PSol/Rede anunciou que vai integrar a aliança.

A direita também formou com antecedência uma frente para a eleição de outubro. O PL tem como pré-candidato ao Executivo o vereador Maurício Scalco. Sua vice será a vereadora Gladis Frizzo (PP). A coalizão inclui ainda Podemos e Novo. As negociações do bloco ocorrem desde 2023 e, em fevereiro, as legendas realizaram ato com a presença de lideranças estaduais.

Nos meses seguintes, as articulações passaram por turbulências, que culminaram na dissolução do diretório municipal do PP. Uma parte do partido, que acabou vencida, defendia apoio a Adiló. E havia resistências à indicação de Gladis para vice. À época, ela ainda era do MDB, e aguardava a janela partidária para trocar de sigla, o que fez em abril.

Ao centro, em junho o MDB anunciou a pré-candidatura do vereador Felipe Gremelmaier à prefeitura. Ele tinha o nome ventilado desde o ano passado. No último dia 13, os emedebistas formalizaram a formação de uma chapa com o PSD, que indicou o vice na composição. A vaga será ocupada pelo presidente municipal do PSD, Michel Pilonetto. Para a campanha, a aliança pretende se valer do fato de ambos serem jovens lideranças para apostar no discurso de renovação.

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