Eleições

Eleições 2024: TRE-RS monitora locais de votação após intensas chuvas no Estado

Enchente de maio deste ano alterou o local de votação de 82 mil eleitores

Em Porto Alegre, a cidade amanheceu com diversos pontos alagados
Em Porto Alegre, a cidade amanheceu com diversos pontos alagados Foto : Camila Cunha

A dez dias do primeiro turno das eleições municipais, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS) monitora diariamente a situação dos locais de votação. As chuvas que têm castigado o Estado nos últimos dias e a previsão de que elas ainda devem seguir por, pelo menos, mais alguns dias, resultou em alerta no Tribunal.

"A nossa área de logística está em permanente contato", garantiu o presidente da Corte, desembargador Voltaire de Lima Moraes, nesta quinta-feira.

Apesar disso, não se descarta alterações de última hora em função da intensidade dos eventos climáticos, mas Moraes garantiu que, caso isso ocorra, também há uma logística preparada. O Tribunal mantém contato frequente com os juízes e juízas eleitorais e servidores da Justiça Eleitoral espalhados pelas 175 zonas eleitorais nos 497 municípios do Estado, a fim de conseguir responder a quaisquer demandas de forma rápida.

"Estamos muito seguros daquilo que devemos fazer, como fazer e com o apoio de todos os nossos servidores e das lideranças dos respectivos municípios", afirmou o presidente.

Com a enchente de maio deste ano, o maior desastre da história do Rio Grande do Sul, 82 mil eleitores gaúchos tiveram seus locais de votação alterados. Ao todo, 250 seções foram realocadas, em 27 municípios. A cidade mais impactada pela mudança foi Canoas, com 98 seções, seguida por Porto Alegre, onde foram 48 seções eleitorais afetadas.

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Teste de integridade

“É mais uma demonstração muito expressiva de que o processo eleitoral prima pela lisura e pela transparência.” Foi assim que Moraes classificou o evento desta quinta-feira, quando foi detalhado a representantes de partidos políticos e entidades fiscalizadoras os processos para o Teste de Integralidade.

Popularmente conhecido como “votação paralela”, o Teste de Integridade ocorre há 22 anos, no mesmo dia e horário em que o primeiro turno (e segundo turno, quando é o caso), e trata-se de mais um processo de auditoria da Justiça Eleitoral.

Na véspera da eleição, urnas são indicadas (por entidades fiscalizadoras) ou sorteadas, retiradas do local de votação (sendo substituídas por outras) e levadas para uma sala específica. Lá, simultaneamente às eleições, votações ocorrem por fiscais, que escolhem células preenchidas aleatoriamente, e os votos são anotados e computados em diferentes sistemas.

No final dos trabalhos, os votos anotados são confrontados com os boletins de urna e os resultados colhidos eletronicamente. Desde o início da prática, em 2002, nunca ocorreu divergência nas aferições.

No Rio Grande do Sul serão escolhidas ou sorteadas 27 urnas, sendo uma obrigatoriamente da Capital. As outras, entretanto, podem estar em qualquer outro município gaúcho. Vale pontuar que as células, ainda que preenchidas aleatoriamente, precisam constar com candidatos reais de cada sessão.

"A nossa máquina de votar é, na verdade, um modelo para servir de façanha para todas as demais instâncias de outros países também”, elogiou o presidente da Corte, chamando todos os cidadãos à irem votar com segurança e tranquilidade.