"Foi a campanha de desconstrução da minha imagem, sórdida e implacável, atingindo, sobretudo, a minha família. Quando eu percebi que não haveria limite nenhum, nem ético nem de profissionalismo, para essa campanha difamatória, entendi que era o momento de fazer uma opção. Uma opção pela minha vida pessoal, minha família, meus filhos e minha mãe, que sofre com tudo isso. Resolvi, então, parar um pouco para proceder à defesa adequada de minha honradez e de minha seriedade profissional. Entendi que era o momento de dar um basta e dizer: “Senhor presidente, agora eu preciso de paz e de tempo para que eu possa defender a mim e a minha família dessa campanha difamatória.”, garantiu ela durante a entrevista.
Ao afirmar que deixou recomendações claras para seu sucessor, o interino Carlos Eduardo Esteves Lima, de "não deixar pedra sobre pedra" e de investigar as acusações até o fim , Erenice explica que é possível que Vinícius Castro, ex-servidor e sócio de Israel Guerra, tenha praticado tráfico de influência. "Foi uma traição, uma completa traição", disse a ex-ministra. Perguntada se esse tráfico teria acontecido sem seu conhecimento, Erenice foi taxativa: "Absolutamente sem meu conhecimento".
Erenice também tentou defender o seu filho das acusações "Conversei com meu filho. Ele me garantiu que, em nenhum momento, ultrapassou os limites da ética e da conduta que deveria ter. E ele sabe a mãe que tem. Eu jamais aceitaria ou faria movimento no sentido de privilegiar alguém", afirmou.
Sobre a autoria das acusações, a ex-ministra preferiu não comentar as suspeitas de que seja resultado do fogo amigo petista. "Prefiro não me manifestar sobre isso. Seria uma dor a mais. Há uma disputa de cargos no futuro governo, o que é natural."
