• Candidata a vice-prefeita Silvana Conti diz que foi agredida pela BM
"Quatro vidros da nossa porta principal foram quebrados e temos um cadeado de uma outra porta que também ficou torto porque forçaram a entrada. Fizeram um estrago aqui e até agora ninguém veio aqui falar alguma coisa para reparar os danos", disse Fernanda nesta quarta-feira em entrevista ao Correio do Povo.
Fernanda comentou que esteve na escola no dia da votação e observou que apenas dois policiais militares estavam no local no momento em que Dilma chegou para votar. "Eu estive no colégio porque também voto ali. Soldados da Força Nacional estiveram na escola, mas não ficaram muito tempo. Depois, somente os policiais militares ficaram para fazer a segurança", acrescentou.
A professora explicou a origem do vaso que foi arremessado contra um dos policiais militares que estava no Santos Dumont. "A nossa escola não tem vasos de flores e acredito que o objeto que foi quebrado na cabeça de um dos PMs é o mesmo que foi dado de presente para a ex-presidente. Talvez a Dilma tenha dado para alguém segurar pouco antes de votar", declarou.
O aluno Matheus Souza, de 17 anos, foi testemunha da confusão e recordou que mais de 30 militantes das candidaturas de Raul Pont e Silvana Conti estavam no colégio na hora do tumulto. "Eles usaram um ônibus para chegar à escola. Naquela hora, observei que o deputado Henrique Fontana e o Raul Pont conseguiram entrar com a Dilma, mas a Silvana não conseguiu. Acho que foi a partir daí que ocorreu a confusão e ela jogou o vaso na cabeça do policial militar", completou.
A reportagem entrou em contato com os diretórios municipais e estaduais do PT e do PC do B, mas não obteve resposta sobre o assunto.
