Eleições

Espero que suspensão de canais na reta final pelo TSE não se concretize, diz Edinho Silva

Coordenador da campanha de Lula afirma que medidas bruscas neste momento prejudicam a disputa eleitoral

Proposta de André Mendonça proíbe propaganda em grupos com mais de 200 mil seguidores 48 horas antes e 24 horas depois da votação
Proposta de André Mendonça proíbe propaganda em grupos com mais de 200 mil seguidores 48 horas antes e 24 horas depois da votação Foto : Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados / CP

O presidente do PT e coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Edinho Silva, disse esperar que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não faça "mudanças bruscas" nas regras da reta final da campanha e não limite o funcionamento de canais de WhatsApp nas 48 horas que antecedem a eleição.

A intenção do TSE, liderada pelo presidente do Tribunal, Kássio Nunes Marques, e pelo ministro André Mendonça, foi revelada pela Folha de S. Paulo nesta quarta e confirmada por Mendonça em nota divulgada nesta tarde.

A ideia é proibir propaganda eleitoral em grupos de WhatsApp com mais de 200 mil seguidores nas 48 horas antes e 24 horas depois da eleição. A proposta é de Mendonça, que é vice-presidente do TSE. Segundo ele, houve "consenso entre todos os ministros sobre a necessidade de tratar do assunto". Segundo Mendonça, o tema foi discutido em duas reuniões, na última sexta-feira, 16, e na última terça-feira, 20.

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"Eu tive uma audiência com o ministro Kassio Nunes e ele garantiu a mim que nós não teríamos surpresas de reta final de campanha, que nós não teríamos mudanças bruscas em regras de reta final de campanha", disse Edinho a jornalistas em evento no Palácio do Planalto. "Então, eu continuo acreditando que essa seja apenas uma proposta e que isso não vá se efetivar, porque isso significa uma mudança concreta de regras na reta final da campanha."

O petista defendeu que não se pode mexer em regras quando "o jogo está em andamento". "Você não pode tomar medidas que favoreçam mais uma candidatura do que outra. E nós também, infelizmente, vamos tomar as nossas medidas jurídicas. Nós vamos tomar todas as medidas jurídicas cabíveis, nós não queremos privilégios, nós não queremos beneficiamento, nós queremos que as regras sejam mantidas para que a disputa seja uma disputa igualitária, para que não haja favorecimento em uma candidatura" afirmou.

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