O coordenador político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e presidente nacional do PT, Edinho Silva, disse nesta segunda-feira, que a Meta, dona do Facebook, do WhatsApp e do Instagram, prejudicou a campanha petista e afirmou que a empresa não pode "assumir lado na disputa presidencial do Brasil".
"A Meta prejudicou muito a campanha do presidente Lula, inclusive restringindo nossos conteúdos e liberando os do nosso adversário", disse durante o debate com o coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador Rogério Marinho (PL), promovido pela GloboNews. "Não dá para a gente enfrentar a Meta, que é uma empresa norte-americana, que tem interesses comerciais no Brasil, que não quer que as redes sejam reguladas."
Neste domingo, 18, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabeleceu um prazo de 24 horas para que a Meta apresente provas de que cumpriu as determinações da Corte sobre a distribuição de conteúdo político e a veiculação de anúncios eleitorais no segundo turno das eleições de 2026. A decisão foi proferida pelo ministro Marco Aurélio Bellizze e prevê o aumento da multa diária para R$ 1 milhão caso a empresa não comprove o cumprimento integral das medidas dentro do prazo estipulado.
Edinho voltou a defender uma regulação das redes sociais e disse haver muitos dados inexplicáveis envolvendo o setor. "Alguns conteúdos alcançam números exorbitantes que ninguém explica. Um influenciador do Flávio não pode ser mais influente do que a Beyoncé, que tem influência mundial. Algumas coisas são inexplicáveis", disse.
