Eleições

Justiça eleitoral define urnas que serão auditadas em votação paralela

Equipamentos escolhidos estão em Santa Bárbara do Sul, Santa Cruz do Sul, Jaguarão e Porto Alegre

Justiça eleitoral define urnas que serão auditadas em votação paralela
Justiça eleitoral define urnas que serão auditadas em votação paralela Foto : Mauro Schaefer
A Comissão de Auditoria de Funcionamento das Urnas Eletrônicas realizou, na manhã deste sábado, o sorteio de quatro urnas eletrônicas para a votação paralela. O processo ocorre no mesmo dia e horário das eleições, neste domingo das 8h às 17h. As urnas escolhidas estão localizadas nas cidades de Santa Bárbara do Sul (Escola Municipal Pedro Portes), Santa Cruz do Sul (Escola Municipal Martin Geller Filho), Jaguarão (Escola Estadual Hermes Pintos Afonso) e Porto Alegre (Colégio de Ensino Médio Artur da Costa e Silva).

O processo é repetido a cada ano eleitoral desde 2002. Neste ano, a cobertura será ampliada, com a transmissão ao vivo pela internet. O evento é aberto ao público e acontece no Prédio 50 da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), o maior local de votação do RS.

Conforme a presidente da Comissão, juíza Gisele Anne Vieira, o procedimento é uma espécie de auditoria para atestar que a urna eletrônica utilizada no Brasil é segura. “Fazemos através da votação por voto de papel para mostrarmos para a comunidade, através do repasse para a urna eletrônica e depois da conferência de dados, que a nossa urna é confiável”, disse a magistrada.

A presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Estado, desembargadora Liselena Robles Ribeiro, também participou do sorteio na sede do TRE nessa manhã. Ela falou sobre a campanha eleitoral que se encerra hoje e as mudanças no processo. “Foi uma campanha rápida e mais pobre. E o que eu imagino que tenha acontecido é que nós ficamos conhecendo efetivamente os que já estavam na mídia. Foi mais difícil a gente conhecer os novos candidatos. Mas a gente vê que a cidade está limpa, que está todo mundo feliz e a campanha está aí”, comentou.

Entenda a Votação Paralela

No mesmo dia e hora da votação oficial, depois que os fiscais dos partidos e representantes das coligações verificam a assinatura e o resumo digital dos sistemas eleitorais, está autorizada a começar a votação paralela. Esses fiscais votam em cédulas de papel, que são armazenas em urnas de lona.

Os candidatos a serem votados, que são previamente estabelecidos e de conhecimento de todos os presentes, deverão constar da urna eletrônica. A urna de lona é aberta e os votos são retirados, um a um, lidos e digitados em um microcomputador, onde está instalado o sistema de apoio à votação paralela. O sistema imprime duas vias de cada voto. Uma via é anexada à cédula em papel e, a outra, é utilizada para a votação na urna eletrônica. Neste momento, quem for votar na urna eletrônica deve permitir a filmagem da via impressa pelo sistema de vídeo e ler em voz alta o conteúdo da cédula ao mesmo tempo em que digita os dados no equipamento.

A votação paralela se encerra às 17h, mesma hora do fim do pleito oficial. O sistema então imprime relatórios contendo comparativos com o sistema de votação paralela, para aferição dos resultados. Os dados impressos no boletim das urnas eletrônicas utilizadas na votação paralela são comparados com a lista de votação, a fim de conferir se o que foi digitado na urna eletrônica é idêntico aos votos das cédulas de papel.

O processo de votação paralela está regulamentado na Resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nº 23.397/2013, em seu Capítulo VII. Todos os documentos e materiais utilizados pela votação ficam guardados, por pelo menos 60 dias, na Secretaria Judiciária dos TREs, ou até o trânsito em julgado de qualquer recurso ajuizado contra a votação paralela. Além disso, todo procedimento é gravado em vídeo.

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