Eleições

Liberada pelo TSE, Maria do Rosário exige saber a procedência dos seus votos

Parlamentar avalia apresentar uma petição ao TRE

Maria do Rosário ao lado do governador eleito, Tarso Genro
Maria do Rosário ao lado do governador eleito, Tarso Genro Foto : Antonio Sobral
Um dia depois de conseguir a liberação de sua candidatura à Câmara federal pelo Tribunal Superior Eleitoral, Maria do Rosário (PT) ainda briga com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) gaúcho. Conforme a parlamentar, ela ainda não conhece a procedência de cada um dos seus 143.128 votos. Se o TRE não detalhar as urnas, ela irá apresentar uma petição para ter garantir esse direito.

"Até esse momento não tive acesso no TRE gaúcho aos meus votos. Sei que numero total é 143.128 votos, mas não conheço a procedência. Não sei como foi o meu desempenho na minha cidade natal, Veranópolis, não sei quantos votos eu fiz em Porto Alegre, em cada bairro, em cada comunidade. Eu hoje tenho o mesmo direito de qualquer candidato que concorreu. Eu preciso saber, urna por urna, seção por seção, de onde vieram esses honrados votos, até para que eu possa agradecer as comunidades devidamente", disse Rosário em entrevista ao programa Guaíba Revista, da Rádio Guaíba.

A candidata havia tido o registro impugnado pelo TRE gaúcho por ter rejeitadas as contas da campanha para prefeita de Porto Alegre, em 2008, pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Como entrou com recurso, ela pode concorrer, mas as informações sobre sua eleição foram limitadas pelo TSE. Conforme a deputada, tudo não passou de uma "interpretação injusta do TRE". "Em junho eu recebi a quitação eleitoral. No final de agosto, depois de um ano e meio com as contas da prefeitura de Porto Alegre guardadas em uma gaveta, o juiz relator tirou de uma gaveta colocou sobre a mesa sem compreender o prejuízo que poderia causar a democracia", lamentou.

"Hoje eu poderia estar com parecer favorável e não ter sido eleita. Eu não tive sequer prazo de defesa no TRE gaúcho. O prejuízo existiu, mesmo assim eu fui eleita", comemorou. Conforme Rosário, não foi fácil explicar para cada eleitor que ela não fazia parte dos políticos com ficha suja. "Durante a campanha tive que explicar para cada eleitor, cada eleitora, que, em primeiro lugar, eu continuava candidata. Depois, que minha situação nada tinha a ver com os chamados ficha sujas. Porque eu nunca fui processada, nunca fui condenada a nada."

"Sou muito grata ao povo gaúcho pela confiança que me deu antes mesmo dos tribunais terem concluído esse processo. Devo esse mandato ao povo gaúcho. Essa confiança em mim depositada será retribuída em trabalho sério", prometeu Maria do Rosário, que cumprirá seu 3º mandato como deputada federal.



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