"Eu virei outro homem, muito mais experiente e sabedor das coisas", relatou. "Vou trabalhar muito por uma força mais forte e homogênea que represente a esquerda", definiu. Antes do discurso do presidente, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que luta nos bastidores para permanecer no cargo no futuro governo, elogiou Lula e Brizola.
Lula aproveitou a ocasião para contar histórias de sua relação tensa e confusa com o histórico trabalhista. O presidente afirmou que, na campanha de 1989, quando foi para o segundo turno com Fernando Collor, Brizola propôs que ele, Lula, retirasse sua candidatura para apoiar Mário Covas, do PSDB. Ao final, Brizola acabou apoiando Lula.
Depois, de forma bem humorada, Lula contou que, na disputa de 1998, com Brizola ao seu lado como vice, foi a São Borja (RS) visitar o túmulo do ex-presidente Getúlio Vargas, ídolo de Brizola e personalidade criticada pelo movimento sindical paulista, do qual Lula era oriundo. "Fiquei admirado com a admiração de Brizola pelo Getúlio. O Brizola começou a conversar com Getúlio e eu fiquei espantado. Depois, ele me disse: 'Lula, quer conversar com Getúlio?'", narrou Lula. "O Brizola me apresentou ao Getúlio e ainda disse: 'Getúlio, aqui está um operário que você não foi e eu não fui'."
