Lula, que fez um discurso quase nostálgico, em tom de despedida do cargo, também procurou estabelecer uma reconciliação com a imprensa do centro do País, a qual ele ele acusou, nos últimos dias, de ser parcial e de ter lado na eleição. "A companheira Dilma vai se relacionar bem com a imprensa desse País porque isso é importante para a democracia. A gente fica feliz quando a imprensa fala bem da gente. Quando fala mal, ninguém gosta. Mas é preciso ter humildade para compreender que a democracia é justamente isso. Cada um fala o que quer, escreve o que quer, e depois o povo faz o grande julgamento", afirmou o presidente.
Ele ainda comemorou a capitalização de US$ 70 bilhões da Petrobras, anunciada horas antes. A operação ainda ampliou a participação da União no capital total da petrolífera de 40% para 48%. "Eis que a maior capitalização da história da humanidade e do capitalismo foi feita por este que vos fala, transformando a Petrobras na segunda maior empresa do mundo em valor", discursou, desdenhando da capacidade de desenvolvimento dos países tradicionais, como Estados Unidos, Inglaterra, China e Japão.
"Hoje a Bolsa de Valores de São Paulo é a segunda maior do mundo. Não tem para Nova Iorque, Londres ou Frankfurt", continuou, destacando que esse crescimento também foi fruto da capitalização bem sucedida da Petrobras.
Lula ainda pediu votos para Dilma e Tarso Genro (PT), candidato ao Palácio Piratini que esteve ao seu lado durante o comício e que foi ministro do seu governo por sete anos. "Faço questão de dizer que, com a ajuda do Tarso, eu fui o presidente que mais fez escolas técnicas e universidades na história. A Dilma vai ser eleita para bater esse recorde. Poderemos dizer que quem deu uma bordoada num metalúrgico foi uma mulher", brincou.
Dilma convoca mulheres para tentar vencer no primeiro turno
Assim como Lula, Dilma evitou conflitos, citou rapidamente que o DEM, partido que indicou o vice de Serra, "entrou na Justiça para acabar com as 700 mil bolsas de estudo oferecidas pelo ProUni". Afora isso, apenas citações de que o País não depende mais do FMI, "que hoje deve ao Brasil".
Ela convocou as mulheres a auxiliarem a sua vitória eleitoral ainda no primeiro turno. "Vamos derrubar o preconceito e provar, no dia 3 de outubro, que uma mulher pode governar o Brasil", declarou.
A petista voltou a afirmar que não irá aderir à "campanha do ódio", numa citação ao PSDB, e ressaltou as suas raízes com o Estado. "É uma alegria muito grande voltar. Aqui mora a minha família e aqui nasceu o meu neto gaúcho", disse Dilma.
