Líder nas pesquisas de intenção de votos para a prefeitura de Porto Alegre nas últimas semanas, Sebastião Melo (PMDB) acabou atrás de Nelson Marchezan Júnior (PSDB) por quase quatro pontos percentuais no primeiro turno (29,84% a 25,93%). Em seu pronunciamento após a apuração de 100% das urnas, o atual vice-prefeito de Porto Alegre minimizou o resultado e disse que o segundo turno será uma nova eleição.
Questionado em diversos momentos sobre a estratégia para essa nova etapa do pleito, Melo reiterou que ainda irá se reunir com seus apoiadores, mas projetou um diálogo “olho no olho” com Marchezan. “A gente vai agora poder comparar as nossas propostas com o outro concorrente, dialogar olho no olho, seja no nosso programa de rádio e TV, mas especialmente nos debates. A nossa campanha representa mudanças muito seguras, a população não quer retrocesso, mas também não quer aventura. Estamos muito preparados para isso. Achamos que o espírito do segundo turno é proporcionar a quem fez a escolha no primeiro analisar as propostas das duas candidaturas”, afirmou Melo, que disse encarar com naturalidade o resultado do primeiro turno.
“Sempre tivemos clareza de que essa eleição iria para o segundo turno, que não terminaria no primeiro. Não vejo nenhuma dificuldade nesse aspecto. A nossa missão era passar para o segundo turno, conseguimos e agora vamos para a outra parte da missão. Eleição em Porto Alegre é que nem Gre-Nal, é pegada”, afirmou.
“Não levaremos desaforo para casa”
Durante a campanha do primeiro turno, Marchezan foi bastante crítico à atual administração da prefeitura. Melo citou isso e lembrou que o PSDB fez parte do governo até o final de 2015. “O PSDB participou dos nossos governos desde que o José Fogaça foi prefeito em 2004, e deixou o governo em 2015. Ele participou desse projeto, com dois chefes de gabinete e secretários. O PP ainda está no governo. Por isso essa candidatura representa também o governo porque nasceu de dentro do governo”, declarou Melo, que deixou claro que a disputa será acirrada no segundo turno. “Nós não vamos bater em ninguém, mas não levaremos desaforo para casa.”
Sobre procurar alianças com candidatos derrotados no primeiro turno, Melo já adiantou que vai buscar o apoio do PTB, de Mauricio Dziedrick, que fez 13,66% dos votos. “É claro que vamos conversar sim com todas as lideranças do PTB. Nós somos parceiros de governo. O sucesso que tivemos no governo, em parte, dependeu também do PTB. O PTB está na origem do processo. Na primeira eleição do Fogaça, o PTB já foi aliado. É um partido que está no DNA desse projeto tanto quanto nós”, revelou.
Melo vai buscar apoio do PTB e quer diálogo “olho no olho” no segundo turno
Candidato do PMDB encerrou primeiro turno em segundo, com 25,93% dos votos
