Eleições

Mendonça vota para manter proibição de posts sobre fake news sobre padroeira

Relator do julgamento deu o primeiro voto sobre o assunto

Ministro é o relator do caso
Ministro é o relator do caso Foto : STF / Youtube / Reprodução / CP

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), votou para confirmar a decisão que determinou a derrubada de 1.125 publicações em redes sociais que faziam associação falsa de apoio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, a um projeto de lei para retirar de Nossa Senhora de Aparecida o título de padroeira do Brasil.

Ele foi o único a votar até o momento em sessão virtual convocada pelo presidente do TSE, Kássio Nunes Marques. O julgamento vai até 23h59. Após a decisão de Mendonça, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino atendeu a um pedido do humorista Antonio Tabet e liberou as postagens que associam Flávio ao boato. Depois, o ministro do STF Luiz Fux derrubou a decisão de Dino, restabelecendo os efeitos da liminar de Mendonça.

Entenda o caso

Uma onda de desinformação sobre Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora Aparecida se espalhou nas redes sociais nesta semana, se tornou tema central da eleição presidencial e foi parar em uma (nova) disputa entre ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em poucos dias, uma decisão determinou a retirada de publicações sobre o tema, outra autorizou a volta dos conteúdos ao ar e uma terceira restabeleceu a ordem de remoção. Agora, o caso será analisado pelo plenário do STF.

A história começou a circular na noite de quarta-feira passada, dia 23, com a alegação de que Flávio Bolsonaro apoiaria um projeto para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

Segundo monitoramento de redes sociais feito pela campanha de Flávio e apresentado à Justiça Eleitoral, a publicação que deu origem à onda de boatos foi feita pelo influenciador Jeferson de Oliveira Monteiro, autor do perfil 'Dilma Bolada'. No post, publicado às 21h50, ele afirmou que católicos não deveriam votar em candidatos que quisessem retirar o título da santa.

A informação se espalhou nas redes e alcançou milhões de publicações. Flávio negou defender a medida e acusou Lula de explorar a discussão religiosa para fins eleitorais.

A repercussão aumentou na quinta-feira, 24, depois que o programa Em Pauta, da GloboNews, noticiou que a Igreja Católica estaria preparando uma reação a uma suposta mobilização de evangélicos em torno do projeto e que isso poderia favorecer Lula entre os católicos. Horas depois, a emissora corrigiu a informação e pediu desculpas pelo erro.

Mesmo após a correção, a história continuou ganhando alcance. Entre os conteúdos publicados estava o do humorista Antonio Tabet, que escreveu no X: 'A família miliciana odeia tanto mulher preta que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida'. O post foi um dos conteúdos questionados pela defesa de Flávio na Justiça Eleitoral e atingidos pelas decisões judiciais que vieram depois.

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