O ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães, declarou nesta segunda-feira, 5, que a reunião convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com aliados definiu dois objetivos para o segundo turno da eleição presidencial: ampliar a votação do presidente no Nordeste e reduzir a abstenção. “A orientação geral é ampliar a nossa votação no Nordeste e diminuir a abstenção. Os governadores eleitos em primeiro turno, todos reafirmaram o seu propósito”, disse Guimarães, em referência aos governadores aliados de Lula no Nordeste que foram eleitos neste domingo, 4.
No Nordeste, Lula teve 21.494.584 votos no primeiro turno, o equivalente a 63,77% dos votos válidos. Em comparação com 2022, o presidente perdeu quase 300 mil votos. O senador Flávio Bolsonaro, por sua vez, conquistou 10.398.973 votos na região.
A abstenção neste ano foi de 33.469.244 eleitores, o equivalente a 21,08% dos aptos a votar. Em 2022, foram 32.770.982 abstenções, cerca de 700 mil a menos.
Segundo Guimarães, Lula indicou que participará do debate promovido pela TV Band, marcado para domingo, 11. O ministro também declarou que ligaria, ainda na noite desta segunda-feira, para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para discutir a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala 6x1. Para os governistas, a aprovação do texto é considerada crucial para proporcionar uma virada sobre Flávio Bolsonaro.
O ministro da articulação política do governo também foi questionado sobre o resultado da eleição para governador do Ceará. Guimarães disse que o embate foi difícil, mas afirmou que vencer o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) foi “muito gostoso”.
No primeiro turno, Flávio Bolsonaro teve 56.104.503 votos, correspondentes a 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula terminou com 53.879.538 votos, ou 45,16%. O petista teve 3.379.966 votos a menos do que no primeiro turno de 2022.
