O mais “adocicado” dos 340 locais de votação das dez zonas eleitorais de Porto Alegre foi o Colégio Estadual Julio de Castilhos, no bairro Santana. Pela quinta vez em eleições, o motorista de ônibus Paulo Ricardo da Costa, 55 anos, acompanhado da filha Jéssica, 23 anos, montou um banquinha improvisada sob a marquise do Julinho para vender aos eleitores milhares de diferentes doces, como brigadeiro, cajuzinho, quindim, olho de sogra e branquinho, entre outros, aos eleitores. Cada um estava sendo comercializado ao preço unitário de R$ 2,00 e de R$ 3,00. Cada produto fica devidamente exposto e organizado dentro de caixas de papelão. Ele recordou que a média nos pleitos anteriores ficava em torno de 1,5 mil unidades vendidas, mas a crise econômica deve reduzir o faturamento.
Morador de Novo Hamburgo, Paulo Ricardo da Costa disse que vale a pena vir até Porto Alegre. “É para ajudar no orçamento da família”, explicou, acrescentando que estava de folga neste domingo. O rodoviário contou que sempre monta a banca no Julinho e já tem inclusive uma clientela fiel entre os eleitores das seções eleitorais no local. “A compra acontece na saída quando já votaram”, destacou. “Tem quem compre até a caixa toda”, complementou. As delícias, observou, são terceirizadas, sendo adquiridas diretamente com o doceiro responsável em Novo Hamburgo. Para o segundo turno das eleições municipais em Porto Alegre, ele promete que estará novamente atendendo o eleitorado no Julinho.
Motorista de ônibus vende doces a eleitores em Porto Alegre
Paulo Ricardo da Costa montou um banquinha improvisada sob a marquise do Julinho
