No debate com os candidatos à prefeitura de São Paulo no último domingo, realizado pela TV Cultura, a fala de Pablo Marçal (PRTB) que antecedeu a agressão de José Luiz Datena (PSDB) com uma cadeirada era a de que o candidato tucano “não é homem”. Na manhã desta terça-feira, em novo encontro, realizado pela RedeTV! e pelo portal UOL, o discurso se repetiu.
- Cadeirada de Datena em Marçal expõe campanha sem limites em SP
- Homem com “cadeira do Datena” causa confusão em agenda de Pablo Marçal
- Eleição em São Paulo já tem derrotado: o eleitor
“No último debate, eu estava terminando a minha fala falando que o Datena não homem. Ratifico. Ele não é. Ele é um agressor. As cadeiras foram parafusadas no chão. Ele teve comportamento análogo a um orangotango”, disse Marçal.
Datena replicou. “Não bato em covarde duas vezes. Covarde só apanha uma vez”, falou. No início do debate, o candidato do PSDB afirmou, porém, que não estava feliz com a agressão. "Meu pai me ensinou que eu tenho que honrar a mim mesmo e a minha família até a morte. Estou disposto a fazer isso, mas estou disposto a conversar”, declarou.
Candidata pede para Datena deixar o pleito
Marina Helena, candidata do Novo à prefeitura de São Paulo, pediu para Datena deixar o pleito por “não ter controle emocional para usar a cadeira de prefeito de São Paulo”.
"Cadeirada quem levou fui eu por ter sido acusado de um crime hediondo que eu nem passei perto de cometer. Um processo que já está arquivado e que nem falava sobre estupro. Isso é a pior cadeirada que um cidadão pode receber”, replicou Datena.
Sobre os vídeos nas redes sociais postados por Marçal após o debate do último domingo, o tucano falou que ele deveria ter sido “internado no oitavo andar, que é a ala psiquiátrica” do Hospital Sírio-Libanês.
