A campanha trouxe os depoimentos do pastor evangélico Paulo César Gomes, do médico que atendeu Serra, Jacob Kligerman, e da entrevista do perito Ricardo Molina à TV Globo. "Serra foi atingido duas vezes por objetos diferentes", afirmou o perito. A campanha listou os episódios em que petistas teriam agredido adversários, como o de 2000, em que o ex-governador Mário Covas foi agredido por manifestantes, e uma tentativa de impedir Serra de fazer campanha em 2004, quando disputava a Prefeitura de São Paulo, além de um discurso do ex-ministro José Dirceu em que diz que os tucanos "têm que apanhar na rua e nas urnas". "O Brasil precisa escolher um presidente que respeite a democracia", afirmou a apresentadora.
Serra também criticou os comentários do presidente Lula sobre o incidente e o acusou de misturar governo e campanha. "O presidente não pode atropelar a lei", disse. Ontem, Lula acusou Serra de ter praticado uma "farsa" e chegou a usar expressões como "mentira descarada" ao se referir ao caso. O presidente comparou ainda o candidato tucano ao ex-goleiro Roberto Rojas, que em 1989 fingiu ter sido atingido por um foguete no Maracanã, suspendendo a partida entre Brasil e Chile pelas eliminatórias.
Nesta sexta-feira, a campanha de Dilma voltou a mostrar a cena em que uma bolinha de papel atinge a cabeça do tucano, mas não menciona a segunda situação, em que o candidato é atingido supostamente por um rolo de fita adesiva. A campanha petista apostou ainda na presença do presidente Lula para ligar os tucanos às privatizações. "É preciso a gente ficar de olho aberto porque se descuidar aquela turma de sempre vai querer privatizar o pré-sal. Eles só sabem governar assim: vendendo o patrimônio do povo", afirmou o presidente.
O programa lembrou que na próxima semana começa a exploração da camada pré-sal na Bacia de Campos e que os recursos serão investidos em ciência e tecnologia, cultura, meio ambiente, educação, saúde e combate à pobreza. "Aquele Brasil enfraquecido, dependente, endividado, sem planejamento e cheio de incertezas ficou para trás", afirmou a candidata, que chamou o pré-sal de "passaporte seguro para o futuro"."Para que o Brasil se torne de verdade uma potência mundial, a gente precisa garantir duas coisas: primeiro que o pré-sal não seja privatizado e, segundo, garantir que os recursos gerados pelo pré-sal sejam bem distribuídos a todos os brasileiros. Essa é a minha grande preocupação e da Dilma também", afirmou Lula.
