O encontro teve tom de pregação."Nós temos que ter um país em paz. Não podemos ter um país dividido, com forças que consideram os adversários como inimigos e que aí vale qualquer coisa", criticou Serra. Em seguida, se queixou de ataques dirigidos contra ele: "Eu tenho sofrido nessa campanha ataques, mentiras de profissionais da mentira, como eu nunca imaginei na minha vida. Não fosse a minha vida um testemunho, que eu sempre dei de correção na vida pública, ficaria abalada. No caso agora, ocorre o contrário. Eu tenho uma mola. No momento em que batem, eu subo e avanço".
O presidenciável tucano disse ainda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou "muitíssimo" o governo de Fernando Henrique Cardoso. E garantiu que dará continuidade aos bons projetos tocados por governo do PT. "Um bom dirigente pega o que o anterior fez de bom e dá sequência", comentou. Lembrou mais uma vez que o Bolsa Família foi criado durante o governo tucano. E prometeu: "Lá em Brasília, eu vou ser um presidente amigo do Nordeste. Amigo do Ceará".
Sermões
Depois do encontro com lideranças, Serra e seus apoiadores foram assistir à missa de encerramento dos festejos de São Francisco, padroeiro de Canindé. Na cerimônia, havia alguns militantes com bandeiras da candidata Dilma Rousseff.
O celebrante chegou a chamar a atenção por diversas vezes pedindo para que a presença dos políticos não tumultuasse a missa. No final, ele criticou a distribuição de panfletos contra Dilma, dizendo que ela não seria cristã. O padre fez questão de ressaltar que esta não é a posição da igreja e que nada tinha a ver com o panfleto.
No final da missa, houve uma confusão entre militantes tucanos e petistas. A polícia precisou disparar tiros para o alto.
