O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo (25) que a Justiça Eleitoral identificou e está corrigindo dificuldades operacionais no transporte de eleitores em algumas localidades do País.
Ao ser questionado especificamente sobre os problemas registrados em Salvador (BA), o magistrado evitou citar a Capital baiana, ressaltando que as ações de mobilidade foram programadas de forma integrada com todos os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e que, nos demais estados, a coordenação segue com fluxo adequado.
Nunes Marques explicou ainda que o ajuste na decisão sobre o transporte de comunidades indígenas buscou preservar a competência do juiz eleitoral local.
A declaração ocorreu durante entrevista coletiva concedida na sede do órgão, em Brasília, na qual o presidente do TSE esteve acompanhado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Substituição de urnas é residual e volume de crimes eleitorais permanece baixo
Ao fazer um balanço do andamento da votação, Nunes Marques destacou a estabilidade do sistema e informou que não há registro de uso de cédulas de papel em nenhuma seção eleitoral do País. O ministro atribuiu a consolidação da votação exclusivamente eletrônica à evolução constante dos equipamentos.
Até o início da tarde, apenas 900 urnas eletrônicas haviam sido substituídas por unidades de contingência — número que representa 0,18% do total de 499.248 equipamentos em operação no pleito.
O presidente da Corte Eleitoral também classificou como baixo o volume global de irregularidades registradas no País, contabilizando 138 ocorrências de crimes eleitorais até o momento. O balanço do TSE aponta 40 casos de tentativa de violação do direito de voto, 19 registros de propaganda irregular, 16 episódios de boca de urna e três ocorrências de compra de votos.
