O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, disse que o uso de celular na cabine de votação é uma intercorrência natural e que a Justiça Eleitoral deve adotar providências sobre a prática.
Nunes Marques foi questionado sobre o episódio em que o candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) foi flagrado votando neste domingo, 4, com o celular na mão. Zema disse que não foi alertado sobre isso.
"Há um monitoramento constante, houve treinamento, todos os mesários recebem treinamento para obstar, na cabine de votação, a entrada de equipamentos eletrônicos", disse o ministro.
Nunes Marques acrescentou que "algumas intercorrências não naturais que ocorram, e a Justiça Eleitoral deve adotar as providências", em coletiva de imprensa realizada na sede do TSE.
O presidente do TSE também afirmou que "há uma tradição de judicialização" no País e era esperado que candidatos fossem à Justiça para questionar aspectos relacionados às eleições.
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Confiança no sistema eleitoral
"Muitos fatores podem ser questionados, mas em relação ao nosso sistema eleitoral estamos bastante confiantes de que não temos ainda do que se queixar", afirmou o ministro.
Ele ressaltou que, "a quase três horas do final da votação, tudo tem funcionado na maior normalidade e com a maior transparência possível".
Deslocamento de eleitores e eventos climáticos
O ministro ainda disse que não houve "praticamente nenhum problema" no deslocamento de eleitores em razão de eventos climáticos. Havia esse temor devido ao El Niño, que intensifica secas no Norte e Nordeste e chuvas intensas na região Sul.
Segundo ele, a maior preocupação era a região Norte, onde muitos eleitores dependem do transporte fluvial. "Na região Sul, em que pese as fortes chuvas e ventos de hoje, não houve inundação e alagamento que impedisse o deslocamento", acrescentou Nunes Marques.
